Um grupo próximo ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está buscando a intervenção do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para agilizar a definição sobre a sucessão no governo fluminense.
Componentes das bancadas do PL, União Brasil e PP, tanto na Câmara quanto no Senado, planejam obstruir as atividades no Congresso ainda esta semana como uma forma de pressão política. Essa manobra pode impactar a agenda do governo federal, que se apressa para aprovar o fim da escala 6 x 1 — um assunto que terá sua primeira reunião de comissão especial na Câmara nesta terça-feira (5) — e que é considerado uma prioridade pelo Palácio do Planalto em ano eleitoral.
A estratégia discutida entre os aliados de Flávio Bolsonaro visa retomar o controle do Executivo do Rio de Janeiro, visto como essencial para manter a influência política na região. Durante um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) no último fim de semana, onde esteve ao lado do pastor Silas Malafaia, Flávio debateu essa questão com outros líderes políticos.
No evento religioso, compareceram figuras como o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), o ex-governador Cláudio Castro (PL), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Estado.
Flávio planeja se reunir com Alcolumbre ainda esta semana para solicitar que ele interceda junto aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que estão analisando as ações relacionadas à sucessão. Contudo, como Alcolumbre estará viajando para os Estados Unidos até quarta-feira (6) e depois seguirá para Santa Catarina em apoio às pré-candidaturas, incluindo a de seu irmão Carlos Bolsonaro, essa conversa pode ser mediada por um representante.
Além disso, o primeiro-vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), também deve abordar o tema com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Os bolsonaristas acreditam que Motta e Alcolumbre podem utilizar suas posições institucionais para buscar uma solução junto ao STF e argumentam que a obstrução legislativa poderia prejudicar os trabalhos a cinco meses das eleições.
A maior preocupação entre os aliados de Flávio é assegurar uma transição que possibilite que Douglas Ruas assuma provisoriamente o governo estadual. Ruas é pré-candidato do PL ao Palácio Guanabara e o partido deseja que ele permaneça no cargo até as eleições para estabelecer uma base eleitoral sólida e controlar a máquina administrativa estadual.
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