Polícia Federal identifica prejuízo de quase R$ 2 milhões em benefícios previdenciários recebidos irregularmente


Cinco empresas foram usadas para inserir vínculos empregatícios falsos nos sistemas da Previdência Social, permitindo pagamentos com base em documentos inverídicos. Polícia Federal identifica prejuízo de quase R$ 2 milhões em benefícios previdenciários recebidos irregularmente
Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º), na região de Presidente Prudente, a operação Falso Registro, com o objetivo de coletar elementos de informação sobre a prática de falsidades diversas que obtinha benefícios previdenciários indevidos. O valor do prejuízo apurado é de quase R$ 2 milhões.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de Presidente Prudente, tendo sido encontrada farta documentação relativa às fraudes.
Polícia Federal identifica prejuízo de quase R$ 2 milhões em benefícios previdenciários recebidos irregularmente
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Durante a investigação, foi identificada a utilização de cinco empresas para a inserção de vínculos empregatícios falsos nos sistemas da Previdência Social mediante entregas de Guia de Recolhimento e Informações à Previdência Social (GFIPS) extemporâneas, fato que permitiu o recebimento de benefícios previdenciários fraudulentos embasados em relações trabalhistas inverídicas por diversas pessoas.
As empresas são consideradas vítimas pela polícia.
A investigação teve início em razão de fatos suspeitos trazidos ao conhecimento da Polícia Federal pela Procuradoria-geral Federal e contou com o apoio da Coordenação-geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.
Segundo a CGINT, foram identificados 18 benefícios recebidos irregularmente, tendo o valor do prejuízo apurado totalizado a quantia de R$ 1.923.937,96.
A polícia ressaltou que o montante poderia atingir mais de R$ 5 milhões em valores futuros a serem pagos aos beneficiários, levando-se em conta a expectativa de sobrevida média da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Em alguns casos, a pessoa precisava de mais cinco anos de trabalho para se aposentar, por exemplo. O autor das fraudes, que já foi identificado, conseguia criar um vínculo empregatício falso que possibilitava a aposentadoria e, consequentemente, coletava todos os benefícios previdenciários oriundos dessa prática, conforme explicou a polícia.
Ainda é investigado se as pessoas foram vítimas ou se também sabiam da prática fraudulenta e, consequentemente, cometeram também um crime.
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By Tribuna ABC

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