Secretaria da Casa Civil descarta 'lockdown' em Ribeirão Preto, SP

A Secretaria Municipal de Casa Civil informou nesta quarta-feira (1º) que está descartada a possibilidade de adoção de um ‘lockdown’ em Ribeirão Preto (SP).

Em entrevista à Rádio CBN Ribeirão, o secretário assistente Antônio Daas Aboud Aboud afirmou que, apesar de não haver definição quanto às próximas medidas que serão tomadas em relação à pandemia do novo coronavírus na cidade, participantes de uma reunião realizada na terça-feira (30) pelo Comitê Técnico de Contingenciamento da Covid-19 concordaram que a medida extrema de fechamento das atividades não é cogitada, ao menos em um primeiro momento.

[Correção: O G1 errou ao informar que Daas Aboud é o secretário da Casa Civil. A informação foi corrigida às 12h07]

O encontro, realizado para discutir a sugestão apresentada pelo Conselho Municipal de Saúde, teve participação de diferentes representantes da Prefeitura, como a Fiscalização Geral, além da Polícia Militar, Câmara e Ministério Público.

“Todos os presentes têm a certeza da necessidade de novas medidas, mas o lockdown é uma medida que deve ser a última, seria uma medida final se nada mais desse resultado. Não haverá lockdown em Ribeirão Preto, não é essa a ideia da Prefeitura e o grupo concordou com isso”, afirma.

No entanto, o secretário assistente confirma que o que está em estudo nesse momento é uma intensificação da quarentena, para tentar reduzir os números do novo coronavírus na cidade. Na terça-feira, Ribeirão Preto chegou a 5 mil casos da doença, com 156 mortes, e taxas diárias de ocupação dos leitos de UTI acima dos 90%.

A previsão, segundo ele, é que as sugestões a serem apresentadas até quinta-feira (2) por diferentes órgãos públicos sejam discutidas em uma nova reunião e compiladas pelo Ministério Público em um documento a ser entregue à Prefeitura.

A partir de então, o Executivo municipal deve colocar as novas regras em vigor por meio de decreto ou projeto de lei, segundo Aboud.

“Todos elas irão no sentido de diminuir a mobilidade, o que a gente precisa é que a mobilidade da cidade diminua, que as pessoas fiquem mais em casa, que as ações de movimentação só aconteçam em extrema necessidade e que os encontros, as reuniões, sejam restritas a um número mínimo de pessoas. Que possamos de alguma forma diminuir os índices de transmissão do vírus”, adiantou.

Um dos promotores de Justiça envolvidos na iniciativa, Wanderley Trindade afirma que, embora o ‘lockdown’ tenha sido descartado, o Ministério Público vai atuar para garantir que as regras mais rígidas sejam aplicadas.

“Não convém o fechamento total da atividade econômica, mas sim a imposição de outras restrições, bem como a adoção de outras políticas publicas. Em razão disso é que nós encaminharemos ao prefeito municipal as propostas. Caso não haja uma modificação da realidade atual, pelo novo decreto do prefeito municipal, é claro que o Ministério Público ingressará com uma ação civil pública para imposição das medidas propostas”, disse.

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By Tribuna ABC

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