1 de 2Suspeito utilizou cartão bancário da Caixa Econômica Federal para furtar idoso morto — Foto: André Souza/G1
Suspeito utilizou cartão bancário da Caixa Econômica Federal para furtar idoso morto — Foto: André Souza/G1
O funcionário de uma empresa funerária de Itariri, no interior de São Paulo, é apontado pela Polícia Civil como o responsável por furtar o cartão bancário de um idoso, de 74 anos, enquanto realizava a retirada do corpo. De acordo com a investigação, o indiciado teria gasto mais de R$ 18 mil reais com o cartão da vítima, entre compras, saques e transações.
O caso foi esclarecido pela Polícia Civil na última terça-feira (30), após as investigações apontarem o agente funerário como o responsável pelo furto do cartão. A ação policial aconteceu após familiares descobrirem as transações bancárias realizadas entre os dias 9 e 12 de junho. Segundo a polícia, o corpo do idoso foi encontrado na própria casa um dia antes, em 8 de junho.
Já no dia 12, os familiares foram até uma agência da Caixa Econômica Federal para realizar o bloqueio da conta do idoso quando foram informadas pelo gerente sobre as transações, em nome da vítima, realizadas desde o dia 9 de junho. A partir do extrato bancário, o caso foi denunciado à polícia de Itariri, que iniciou as investigações para descobrir o responsável pelo crime.
Dentre as transações, os policiais encontraram uma transferência para a conta pessoal de um funcionário de uma funerária que presta serviços no município. Durante as investigações, a equipe descobriu, também, que o agente funerário foi o responsável pela retirada e encaminhamento do corpo do idoso até o Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Civil aponta que os investigadores foram até a funerária, onde encontraram o funcionário suspeito. Ao ser questionado, ele negou as suspeitas. No entanto, após os policiais apresentarem as transferências, ele acabou confessando que, durante o transporte do corpo, furtou o cartão após encontra-lo junto à senha.
Entre as transações bancárias realizadas pelo suspeito, os policiais descobriram depósitos, saques de dinheiro em espécie, uma transferência para uma conta pessoal e compras materiais de construção que, segundo ele, eram destinadas à construção da própria casa. O funcionário confessou, também, ter cortado e jogado o cartão no lixo.
Após confessar os crimes, o funcionário da funerária foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Itariri, onde foi indiciado por furto qualificado e o caso permanece sendo investigado. Por não haver flagrante, ele foi liberado para responder ao crime em liberdade.
2 de 2Caso é investigado pela Delegacia de Itariri, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo — Foto: G1
Caso é investigado pela Delegacia de Itariri, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo — Foto: G1
