Guararema sente efeitos da queda no turismo e estabelecimentos se adaptam para manter atividades durante a pandemia

Guararema sente efeitos da queda do turismo devido à pandemia do novo coronavírus

Guararema sente efeitos da queda do turismo devido à pandemia do novo coronavírus

Uma das áreas mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) é a do turismo. O faturamento no ramo caiu com a quarentena e Guararema, que depende muito do setor para girar a economia, sente os efeitos dessa repentina mudança provocada pela doença.

O município de 29 mil habitantes sobrevive essencialmente do turismo. Destino de férias para muitas pessoas, costuma ficar cheio em diversas épocas do ano. No entanto, o cenário atual é diferente. Assim como outras cidades turísticas, Guararema está vazia.

O índice de atividades turísticas, que é calculado todos os meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), apresentou, em abril, uma retração de 54,5% em relação a março deste ano. O resultado desse número é possível ver na prática. .

Os dados do IBGE mostram ainda que, de janeiro a abril, a queda registrada no setor do turismo foi de quase 21% em todo o país, na comparação com o mesmo período do ano passado. No estado de São Paulo, a queda foi maior que a média nacional. O faturamento do setor caiu 22%.

Um restaurante que fica no coração da cidade parou de atender os clientes em março, no início da quarentena. Desde então, o faturamento caiu 60%, como relata o empresário Silvio Nunes.

“Estamos fazendo seleção de prioridades e negociando com fornecedores, prestadores de serviço e coisas desse tipo para poder fazer os pagamentos. Com relação aos funcionários, infelizmente fui obrigado a dispensar alguns, pelo menos temporariamente, e estou trabalhando com o quadro muito reduzido. A situação é difícil”.

Sem receber clientes, restaurantes de Guararema precisam se adaptar — Foto: Reprodução/TV Diário 1 de 2
Sem receber clientes, restaurantes de Guararema precisam se adaptar — Foto: Reprodução/TV Diário

Sem receber clientes, restaurantes de Guararema precisam se adaptar — Foto: Reprodução/TV Diário

O jeito foi se reinventar, e, como muitos empresários do ramo, o dono implementou o delivery e o serviço de retirada no local.

“Além do delivery à noite, também estamos fazendo todos os dias no almoço, de segunda a segunda. Para a entrega no almoço, entramos no ramo de marmitas. Estamos fazendo marmitas de segunda a domingo. E isso tem nos ajudado a dar uma aliviada na situação”, disse Sílvio.

Marcelo Leite é dono de um hotel fazenda que fica a poucos minutos do centro de Guararema. Dos 48 funcionários que trabalham em todo o complexo, só ficaram 18.

“Temos três ramos de atividade no mesmo estabelecimento. Temos um hotel fazenda, mas é também um hotel fazenda de convenção e treinamentos, onde as pessoas ficam dentro do salão de eventos. Obviamente, isso vai demorar para voltar. A parte do parque aquático também foi afetada, porque é turística. Como nossa área é grande e cabem até 700, 800 pessoas, mesmo com redução, dá para as pessoas virem com segurança, mas também foi afetado”, falou Marcelo.

Setor do turismo foi muito afetado por conta da pandemia — Foto: Reprodução/TV Diário 2 de 2
Setor do turismo foi muito afetado por conta da pandemia — Foto: Reprodução/TV Diário

Setor do turismo foi muito afetado por conta da pandemia — Foto: Reprodução/TV Diário

O complexo tem um restaurante que funciona há 22 anos e é tradição entre os turistas. O dono conta que, embora o local tenha capacidade para quase 200 pessoas, reduziu o número de mesas e cadeiras para ampliar o espaço entre elas. Quando reabrir as portas, o número de clientes no restaurante vai ser menor.

“Já estamos cumprindo todo o protocolo, reduzindo nossa capacidade de 300 lugares para 89 lugares. Também toda a parte de higienização, de limpeza. Estamos prontos para reabrir e esperar o público, até porque é um local arejado, com muitas janelas, portas. Acredito que já estamos aptos a abrir”, diz.

Na atualização do Governo do Estado da última sexta-feira (26), a região do Alto Tietê não avançou para a fase amarela do Plano São Paulo, que permitiria que bares e restaurantes fossem reabertos para consumo local, mas com restrições.

By Tribuna ABC

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