Coronavírus: queixas contra serviços de internet crescem 71,4% em Campinas na pandemia

Número de reclamações sobre serviço de Internet aumenta no período da quarentena

Número de reclamações sobre serviço de Internet aumenta no período da quarentena

As reclamações contra serviços de internet aumentaram 71,4% durante a quarentena do novo coronavírus em Campinas (SP), segundo os dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Os registros mostram que, entre março e maio de 2019, 1.612 queixas foram formalizadas por moradores sobre a velocidade e a qualidade do sinal de internet. No mesmo período deste, o número subiu para 2.764.

A necessidade do isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus obrigou que empresas e trabalhadores adotassem o home office, o que fez com que mais pessoas passassem a usar a internet residencial para trabalhar.

É o caso da professora Cleonice Aparecida Vieira de Souza. “Perco muito tempo. Fiquei vários dias sem ela [internet] funcionar. […] Um dia, a internet parou de funcionar enquanto eu conversava com a coordenadora da escola e eu acabei ficando de fora [da reunião]”, relata a professora.

Cleonice está fazendo home office e relata dificuldades devido à internet — Foto: Reprodução/EPTV 1 de 3
Cleonice está fazendo home office e relata dificuldades devido à internet — Foto: Reprodução/EPTV

Cleonice está fazendo home office e relata dificuldades devido à internet — Foto: Reprodução/EPTV

O home office já era o modelo de trabalho do publicitário Danilo Denardi antes da pandemia. Contudo, foi com a quarentena que a qualidade da internet piorou, relata o profissional.

“A gente já tentou reclamar, e eles falam que tudo está normal. A gente reinicia a internet, mas não adianta. Hoje, estou roteando a internet do meu celular e, por incrível que pareça, ela está funcionando melhor”, conta Denardi.

Direitos do consumidor

O advogado especialista em direito do consumidor, Julio Cesar Ballerini Silva, alerta que os consumidores precisam exigir a entrega do serviço que foi contratado em órgãos como o Procon, a Anatel e o Juizado de Pequenas Causas.

Se a solução para o problema demorar para ser feita, o cliente pode ser indenizado com valores que vão de R$ 5 mil até R$ 10 mil reais por danos morais.

“Se o consumidor perder muito tempo, ficar uma hora no telefone aguardando atendimento, ele pode ser indenizado. É uma hora que o consumidor deixou de produzir na sua atividade. Isso tem dado indenizações por danos morais de R$ 5 mil, R$ 10 mil nas Varas de Juizado Especial. Tem que fazer alguma coisa, senão você vai ser sempre uma vítima de um problema constante”, diz o advogado.

Dernardi trabalhava de home office antes da pandemia e relata que qualidade da internet diminuiu nos últimos meses — Foto: Reprodução/EPTV 2 de 3
Dernardi trabalhava de home office antes da pandemia e relata que qualidade da internet diminuiu nos últimos meses — Foto: Reprodução/EPTV

Dernardi trabalhava de home office antes da pandemia e relata que qualidade da internet diminuiu nos últimos meses — Foto: Reprodução/EPTV

Erros e acertos no uso da máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1 3 de 3
Erros e acertos no uso da máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Erros e acertos no uso da máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

By Tribuna ABC

Veja Também!