
Justiça condena prefeitura de Caieiras por causa de barranco que atingiu prédio
A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura de Caieiras e uma construtora refaçam as obras de um barranco que cedeu e atingiu um prédio deixando sete famílias desalojadas. Os moradores recebem R$ 500 de auxílio-aluguel desde março.
No dia 3 de fevereiro, as chuvas encharcaram a terra e o barranco deslizou invadindo parte do prédio de 4 andares e 16 apartamentos. Dos 14 apartamentos, apenas 7 tinham moradores.
Apesar do barranco, que é maior que o prédio, ter desmoronado há 5 meses, anda há bastante lama nos fundos da garagem. Os apartamentos do 1º andar foram os mais afetados.
A Construtora BH 01 Construções Ltda Epp, responsável pela construção do edifício Margarida e a prefeitura terão que fazer as obras de contenção num talude que fica em uma área pública nos fundos do prédio. Caso o problema não seja solucionado em 30 dias, a construtora e prefeitura terão que pagar uma multa diária de R$ 1.000 cada.
No apartamento do administradora Amanda Malins não entrou terra, mas além do aluguel de R$ 950, ela ainda tem que pagar as parcelas do apartamento financiado.
“Tava coma vida toda controlada e de repente você tem que pagar financiamento de um apartamento que você não tá morando, numa coisa que é sua mas você não tá morando, arcando com aluguel que ão era pra eu arcar porque eu tenho uma casa própria e fora as outras despesas que a gente tá tendo”, disse.
A BH 01 Construções disse que está em contato com a Prefeitura de Caieiras, mas que não pode fazer nenhuma obra no barranco, porque ele fica em uma área pública, de responsabilidade da administração municipal.
A Prefeitura de Caieiras disse que já realizou o levantamento topográfico do local para tomar a decisão técnica a respeito da obra de contenção do talude e que desde o ocorrido tem prestado todo o atendimento aos moradores do prédio atingido pelo escorregamento do talude.
“As famílias residentes no imóvel estão recebendo auxílio aluguel de R$ 500, valor que segue lei municipal, e continuarão recebendo-o até que as obras de contenção sejam realizadas e eles possam voltar aos imóveis em segurança. No entanto, vale ressaltar que a pandemia prejudicou o andamento dos serviços, visto que foi necessária a destinação de mais recursos para a área da saúde em detrimento de outros setores”, diz em nota.
1 de 1Barranco atingiu prédio em Caieiras há 5 meses e desalojou moradores — Foto: Fernando Grolla/ TV Globo
Barranco atingiu prédio em Caieiras há 5 meses e desalojou moradores — Foto: Fernando Grolla/ TV Globo
