
Polícia investiga morte de estudante em trilha entre Paúba e Maresias, em São Sebastião
A morte de Júlia Rosenberg em uma trilha que liga as praias Paúba e Maresias, em São Sebastião (SP), foi lamentada por moradores da região que conheciam a jovem de 21 anos. Na última segunda-feira (6), o corpo dela foi encontrado parcialmente enterrado na trilha. A Polícia Civil acredita que ela tenha sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte).
Júlia Rosenberg morava em São Paulo, mas estava passando a quarentena com os pais na casa da família na praia de Paúba. Moradores próximos da residência, que conheciam a jovem, ficaram abalados com o ocorrido.
“Infelizmente, foi uma tragédia que comoveu a todos aqui na praia. A Júlia é uma pessoa maravilhosa. Uma pessoa sorridente, amiga, bem tranquila, pacata. Uma pessoa que não tinha hábitos de sair quando estava por aqui”, disse o comerciante Nivaldo Oliveira.
1 de 2Trilha que liga as praias Paúba e Maresias — Foto: Eduardo Marcondes/TV Vanguarda
Trilha que liga as praias Paúba e Maresias — Foto: Eduardo Marcondes/TV Vanguarda
“A Júlia cresceu, praticamente, aqui na nossa rua, frequentando a praia em fins de semana, feriados e férias. A família é de pessoas ligadas a educação, cientistas, pesquisadores, que escolheram Paúba como um local de descanso. Ela ficava muito junta aos pais. Era muito família. Estava muito preocupada com a quarentena dos pais, que são pessoas de idade, idosos. Por isso mesmo ela se reservava só a ir ao mercado e fazer essa caminhada. O resto, ficava só em casa”, acrescentou Oliveira.
A jovem saiu para fazer a caminhada na trilha na manhã do último domingo (5). Como não voltou para casa, a polícia foi acionada para começar as buscas. Moradores do bairro também foram à mata para tentar encontrar a jovem.
2 de 2Corpo da jovem Julia Rosemberg foi encontrado em São Sebastião — Foto: Reprodução/ Facebook
Corpo da jovem Julia Rosemberg foi encontrado em São Sebastião — Foto: Reprodução/ Facebook
O corpo foi encontrado na segunda-feira (6) parcialmente enterrado com terra e folhas. Ela tinha marcas de um cinto no pescoço, o que leva a polícia a acreditar que a morte foi causada por asfixia do estrangulamento. A polícia disse que, visivelmente, ela não aparentava ter sofrido violência sexual. Mas a perícia fez a coleta de materiais para fazer essa apuração. Como foi levado o celular, o tênis e a bolsa da jovem, a investigação trabalha com a hipótese de latrocínio.
O presidente da Associação de Moradores da Paúba, Paulo Greco, destaca que a entidade pediu à prefeitura que seja instalado no local uma base da guarda municipal para reforçar a segurança. A administração municipal informou que uma base será instalada em Boiçucanga. Ela deve ficar pronta em setembro.
“O bairro está de luto. Todos conheciam a Júlia. Eu não tenho muitas palavras para discorrer sobre isso porque passamos dois dias enfiados na mata procurando essa menina. Tive a oportunidade de ver a mãe quando recebeu essa notícia. Eu, como pai, me senti da mesma forma. É muita tristeza. A gente espera que isso jamais venha acontecer novamente”, afirmou Paulo Greco.
