
Covid-19: Região de Campinas é uma das 4 regiões do estado na fase vermelha do Plano SP
O secretário de Saúde de Campinas (SP), Carmino de Souza, afirmou nesta sexta-feira (10) que a cidade alcançou, nesta semana, uma estabilização do crescimento de casos do novo coronavírus em comparação com a semana anterior e projetou o início da redução para até duas semanas. Isso se houver a manutenção do isolamento e das medidas preventivas, como o uso de máscaras e higiene rigorosa.
“A epidemia tem um curso, a gente vai acompanhando no dia a dia, e acho que ontem (…) a gente mostrou que nós estamos há uma semana com uma estabilidade no número de casos. Então é aquele platô que a gente falou algumas vezes em algumas das nossas reuniões. Uma semana com um número praticamente idêntico de casos, pequena variação”.
O platô se refere ao movimento da curva de evolução dos casos confirmados na cidade. Na análise de Souza, os dados foram semelhantes aos da semana anterior. Nesta sexta-feira, Campinas chegou a 437 mortes e 11.536 registros de Covid-19.
Souza afirmou que a previsão se baseia em informações técnicas, projeções matemáticas e na experiência vivida em outros locais.
“Primeiro nós temos curvas de tendência em redução. Segundo porque a dinâmica da epidemia em outros locais mostra que ela tem mais ou menos um curso de oito semanas. Pode ser mais alta ou baixa dependendo do que se faça anteriormente, mas tem uma curva onde provavelmente, agora, como eu disse, parou de piorar, deve ter um período de estabilidade e a tendência é diminuir”.
1 de 1Secretário de Saúde de Campinas Carmino de Souza, em transmissão nesta sexta-feira (10) — Foto: Reprodução/Facebook
Secretário de Saúde de Campinas Carmino de Souza, em transmissão nesta sexta-feira (10) — Foto: Reprodução/Facebook
“Mas isso se a gente continuar fazendo o que estamos fazendo. Se todo mundo sair por aí no oba-oba, vamos fazer tudo, aí a gente joga por terra todo o trabalho”, ponderou o secretário.
Leitos e pacientes para a capital
A análise do secretário, apresentada durante uma entrevista coletiva da prefeitura, também leva em consideração a ocupação de leitos. O município chegou a 86% das UTIs ocupadas e houve acréscimo de 10 leitos no HC da Unicamp, administrado pelo Estado.
Segundo a prefeitura, mais dez leitos de UTI Covid-19 também estão em funcionamento no Hospital Municipal Ouro Verde. Os novos leitos foram montados no setor de recuperação pós-anestésica.
O Hospital de Campanha do Ibirapuera, na capital, passou a receber pacientes da região, o que também aliviou a pressão por leitos em Campinas. O prefeito Jonas Donizette (PSB) afirmou que a região já teria enviado 28 pacientes para São Paulo.
“Hoje tem uma estrutura bastante adequada e qual é a nossa expectativa? Nós teremos provavelmente em torno de duas a três semanas esse ‘platô’ e a nossa expectativa é que comece a reduzir a partir do dia 15 a 20 deste mês”, disse Carmino.
O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas, que inclui 42 cidades, continuará na fase vermelha – a mais rigorosa – do Plano São Paulo, que definiu os critérios para retomada gradual do comércio e demais atividades econômicas no estado de São Paulo.
A situação não mudaria nesta semana, já que cada região tem que ficar pelo menos 14 dias em cada fase antes de mudar para uma classificação mais flexível.
Como a DRS foi classificada na semana passada, só a partir de 20 de julho poderá subir de fase.
A cidade somou 16 novas mortes por coronavírus e chegou a 437 óbitos provocados pela doença. O número de pacientes infectados também registrou um aumento de 344 casos, totalizando 11.536 pessoas que contraíram a Covid-19 no município.
Os novos óbitos e casos não significam, necessariamente, que as infecções aconteceram de um dia para o outro, mas sim que foram contabilizadas no sistema neste período, após confirmação de exames.
