1 de 3Confira as últimas notícias sobre o coronavírus na região — Foto: Hellen Souza/ Arte-G1
Confira as últimas notícias sobre o coronavírus na região — Foto: Hellen Souza/ Arte-G1
A Unicamp está coordenando um estudo nacional para entender possíveis impactos do coronavírus na gravidez. A ideia é monitorar gestantes que testaram positivo para Covid-19 ou apresentaram sintomas gripais até o parto, coletando amostras de tecidos biológicos e fluídos para identificar onde há presença viral. Uma das perguntas que os cientistas querem responder é sobre a possibilidade de transmissão vertical e, caso ela ocorra, quais riscos oferece aos bebês e às mães.
De acordo com Maria Laura Costa do Nascimento, professora do departamento de Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e responsável pela pesquisa, apesar de a gravidez não parecer aumentar o risco de infecção pela Covid-19, há dúvidas sobre uma eventual piora do quadro ou maior gravidade ou mortalidade devido à gestação.
“As principais complicações descritas durante a gestação com infecção por Covid são: parto pré termo, aumento das taxas de cesárea, rotura prematura de membranas e sofrimento fetal”, detalha a pesquisadora
Desde o início da pandemia, a região contabiliza 23.163 casos positivos nos 31 municípios da área de cobertura do G1 Campinas. Além disso, já ocorreram 870 mortes em 24 cidades.
2 de 3Gustavo Davanzo, o segundo à esquerda do grupo, com os colegas de laboratório em Campinas — Foto: Gustavo Davanzo/Arquivo Pessoal
Gustavo Davanzo, o segundo à esquerda do grupo, com os colegas de laboratório em Campinas — Foto: Gustavo Davanzo/Arquivo Pessoal
Reencontro adiado
“Um momento muito ímpar”. É assim que o cientista Gustavo Davanzo, de 27 anos, define sua participação na Força-tarefa contra a Covid-19 da Unicamp, em Campinas (SP). Recém-chegado de um doutorado sanduíche em Chicago (EUA), o pesquisador não via a família havia cerca de um ano, e decidiu prolongar o afastamento ao integrar a linha de frente da batalha contra o novo coronavírus no Brasil.
Graduado em biologia pela Unicamp, Gustavo colabora com a frente de pesquisa da força-tarefa, responsável por estudar as formas de contágio e o comportamento do Sars-CoV-2. A equipe do laboratório é autora de um estudo recente que desvendou o mecanismo agravador da doença em diabéticos.
“Eu e meus colegas temos trabalhado por volta de 12 horas por dia. Durante esses 90 dias, eu posso dizer que eu passei três finais de semana em casa. A gente tem trabalhado, basicamente, de segunda a segunda, domingo a domingo”, conta o cientista.

Coronavírus: dicas para organizar a vida durante o isolamento
3 de 3Erros e acertos no uso da máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1
Erros e acertos no uso da máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1
