1 de 1Bar na Vila Madalena, em São Paulo, com medidas para a retomada — Foto: Marcelo Brandt/G1
Bar na Vila Madalena, em São Paulo, com medidas para a retomada — Foto: Marcelo Brandt/G1
Os bares e restaurantes na cidade de São Paulo tiveram de 10% a 20% de faturamento no primeiro final de semana de reabertura, se comparado a último final de semana antes da pandemia de coronavírus, segundo balanço da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP) nesta segunda-feira (13).
Os bares e restaurantes puderam abrir para atendimento ao público há uma semana na capital paulista após ficarem fechados por 104 dias. Antes disso, podiam funcionar apenas com atendimento delivery.
De acordo com levantamento feito pela Abrasel-SP, a alta foi puxada principalmente por bares na Vila Madalena, na Zona Oeste da cidade, que tiveram grande movimento no fim de semana, apesar das medidas sanitárias de distanciamento. Alguns restaurantes tiveram filas de espera na região neste domingo (12).
Para o presidente da entidade, Percival Maricato, o faturamento baixo no primeiro fim de semana de funcionamento do setor já era esperado, já que, de acordo com uma pesquisa da associação, 59% dos bares e restaurantes decidiram não reabrir as portas por causa do custo das medidas protetivas e horário limitado de funcionamento, das 11h às 17h, estabelecido pela prefeitura.
“Temos os cafés que pela manhã estão fechados e à noite uma imensidão de bares e restaurantes que não reabriram. De um lado temos o custo maior da atividade, por causa dos protocolos de segurança, e, de outro lado, uma receita menor por causa das restrições do governo”, afirma.

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A principal reclamação dos donos de bares e restaurantes, segundo Percival, é a limitação de horário e a proibição de mesas na calçada. Segundo ele, essa restrições aconteceram em São Paulo depois que a reabertura de bares no bairro carioca do Leblon causou aglomerações na primeira noite de reabertura.
“Para melhorar a situação do setor, o governo precisa suspender essa limitação de horário e de mesas na calçada, inclusive porque o risco de contágio é menor ao livre. E o critério não deve ser o horário, mas sim seguir o protocolo de higiene e segurança rigorosamente. Não precisa punir todo mundo”, opina Maricato.
“Nossa principal preocupação é discutir como vamos reabrir sem causar tumulto. Sentimos que as pessoas estão ansiosas para reabrir, então vamos ter de trabalhar com reservas, não vender bebida para quem não estiver sentado… Neste primeiro final de semana, por exemplo, a procura foi maior por bares mais abertos para fora, mais arejados. As pessoas estavam ansiosas para sentar e conversar”, afirmou o presidente da Abrasel-SP.

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Medidas de segurança
Para voltar a receber clientes, os restaurantes e bares da capital paulista tiveram que se adaptar ao protocolo de reabertura firmado entre os governos estadual e municipal e entidades que representam o setor.
Por enquanto, os estabelecimentos do setor só podem atender com, no máximo, 40% da capacidade durante a fase amarela em que a capital paulista está no Plano SP de flexibilização da quarentena.
Veja abaixo as principais determinações do protocolo de reabertura do setor em SP:
- Ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento;
- Distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas;
- Máximo de 6 pessoas por mesa;
- Proibição de consumo nas calçadas;
- Atendimento deve ser feito apenas para clientes sentados;
- Uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários no estabelecimento. (Apenas quando estiver sentado em sua mesa, o cliente poderá deixar de utilizar a máscara);
- Proibição de aglomerações;
- Disponibilizar álcool gel para higienização das mãos;
- Barreiras de acrílico devem ser instaladas nos caixas e balcões de alimentos;
- Temperos e condimentos devem ser fornecidos em sachês;
- Cardápios deverão ser disponibilizados digitalmente ou em quadros na parede;
- Funcionários devem usar máscaras, viseiras de acrílico e luvas;
- Pratos, copos e talheres devem ser higienizados;
- Guardanapos de tecido estão proibidos;
- Ambiente deve ser submetido a um intenso processo de limpeza;
- Funcionários que apresentarem sintomas de síndrome gripal devem ser testados;
- Apoio a colaboradores com dependentes no período em que creches e escolas estiverem fechadas.

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