Laudo aponta que excesso de material impermeabilizante contribuiu para queda de marquise que matou jovem

Késia Cândido morreu após ser atingida por marquise de shopping — Foto: Arquivo Pessoal 1 de 2
Késia Cândido morreu após ser atingida por marquise de shopping — Foto: Arquivo Pessoal

Késia Cândido morreu após ser atingida por marquise de shopping — Foto: Arquivo Pessoal

O laudo pericial do Instituto de Criminalística (IC) sobre o desabamento da marquise de um shopping de Penápolis (SP), que causou a morte da balconista Késia Aquilino Cândido, de 18 anos, apontou que o excesso de material impermeabilizante e a estrutura do concreto mal posicionada contribuíram para a queda da estrutura.

Segundo o laudo, sucessivas camadas de impermeabilização sobrepostas aumentaram em aproximadamente 82% o peso original da marquise. Os peritos entenderam que a armadura negativa também estava mal posicionada e que havia rachaduras na parede frontal sob a marquise.

No entanto, não foi possível determinar a idade das rachaduras ou se elas eram anteriores ou posteriores ao desabamento, ainda de acordo com o laudo pericial do Instituto de Criminalística.

O inquérito policial aberto para apurar responsabilidades depois do acidente ser registrado continua em andamento. Segundo a polícia, na medida do possível, sobretudo diante da pandemia, estão sendo realizadas oitivas de pessoas envolvidas.

A investigação foi aberta para apuração de homicídio culposo e lesão corporal culposa. Mas de acordo com a polícia, nada impede que sejam modificadas durante as diligências ou ainda no curso do processo. Até o momento, ninguém foi indiciado.

Fisioterapeuta atingida por marquise de shopping fala sobre acidente

Fisioterapeuta atingida por marquise de shopping fala sobre acidente

O desabamento ocorreu em 23 de novembro de 2019 na esquina das ruas São Francisco com a Manuel Bento da Cruz. Késia foi atingida pelos escombros da marquise, não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com o pai da balconista, a jovem saiu de casa acompanhada do marido para comprar roupas em uma loja na região central do município e visitar a irmã.

Além da balconista, a fisioterapeuta Juliana Maria Garcia também foi atingida pela marquise. Contudo, ela foi socorrida, levada a um hospital e recebeu alta dias depois.

Juliana estava com a filha de 4 anos, mas a menina não foi atingida pelos escombros e não sofreu nenhum ferimento.

Marquise desabou em shopping de Penápolis e atingiu pessoas — Foto: Arquivo Pessoal 2 de 2
Marquise desabou em shopping de Penápolis e atingiu pessoas — Foto: Arquivo Pessoal

Marquise desabou em shopping de Penápolis e atingiu pessoas — Foto: Arquivo Pessoal

Após o acidente, fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) estiveram no local para analisar o que poderia ter acontecido para a marquise cair. A vistoria também avaliou se a documentação do prédio estava regularizada.

Na época, a diretoria do shopping informou que todos os esforços foram empenhados no socorro e apoio às vítimas e que colaboraram com as autoridades para apurar os reais motivos do acidente.

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By Tribuna ABC

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