1 de 1Pais deixam de levar crianças para tomar vacinas por conta da pandemia — Foto: Reprodução/TV TEM
Pais deixam de levar crianças para tomar vacinas por conta da pandemia — Foto: Reprodução/TV TEM
As vacinas que as crianças precisam tomar estão prontas para serem aplicadas nas 12 Unidades Básicas de Saúde de Sorocaba (SP). O problema é a ausência dos pequenos nas salas de vacina por conta da pandemia do coronavírus.
Historicamente, a procura nunca foi tão baixa na cidade. Das 10 vacinas que as crianças precisam tomar, oito estão com a cobertura abaixo do ideal. Confira:
- Febre amarela: apenas metade das crianças (50,05%) tomou a vacina. A meta é de 100%;
- Rotavírus: 82,75% das doses foram aplicadas, mas a meta é de 90%;
- Meningocócica C: deveria estar protegendo 95% das crianças, mas 85% estão imunizadas;
- Pneumocócica 10: 85,5% das crianças tomaram e a meta é 95%;
- Vacina Inativada Poliomielite (VIP): está com a cobertura vacinal de quase 81%, mas a meta é 95%;
- Hepatite A: tem 82,21% das doses aplicadas, meta de 90%;
- Varicela: deveria estar protegendo 80% das crianças, mas 78% tomaram a vacina;
- Sarampo, caxumba e rubéola: 82,8% dos 95% da meta foram aplicadas.
A supervisora de imunização, Ana Pontes Gomes, comentou que a falta de vacina para febre amarela, sarampo e rubéola são as que mais preocupam, devido ao grande número de casos na cidade.
“Em Sorocaba estamos bastante preocupados com febre amarela, que é o pior índice de cobertura. Também estamos preocupados com sarampo, pois temos vários casos no município”, diz.
Apenas duas vacinas atingiram a meta: a BCG, que tinha meta de 90% e foi aplicada em 94,7% dos bebês; e a pentavalente, que tinha meta de 95% e passou dos 100%: 118,52%.
Segundo a prefeitura, o medo do coronavírus refletiu diretamente na procura pelas vacinas. Hoje, cerca de 900 crianças com menos de dois anos de idade estão com a carteirinha em atraso.
Por isso, as enfermeiras das UBSs estão fazendo a chamada “busca ativa”. Elas analisam nas fichas quais crianças estão sem a vacina e ligam para os pais. O problema é que, mesmo assim, nem todos comparecem.
As unidades estão preparadas para receber as pessoas com todos os cuidados de distanciamento social e higienização.

Pais deixam de levar crianças para tomar vacinas por conta da pandemia
Kátia Regina Carlos é mãe de Beatriz, de sete meses. Ela está cumprindo o isolamento social, mas sabe que, além de se proteger do coronavírus, é preciso fazer o mesmo com outras doenças.
“A cada 30 dias ela toma uma vacina. A caderneta dela, até agora, está de nota 10, a pediatra sempre olha e me parabeniza pois minha filha está protegida”, conta.
Os pais podem ligar na unidade de saúde de referência para combinar a vacinação e também para atualizar o cadastro das crianças.
