1 de 1Justiça determinou fechamento de casa de idosos em Caraguatatuba — Foto: João Mota/TV Vanguarda
Justiça determinou fechamento de casa de idosos em Caraguatatuba — Foto: João Mota/TV Vanguarda
A Justiça determinou a suspensão das atividades de um asilo em Caraguatatuba após a morte de três idosos por Covid-19. A decisão determina a retirada dos idosos da casa de repouso e que o espaço fique fechado.
A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público que apontou a contaminação dos pacientes no local. O MP afirma que o local não estaria cumprindo as normas sanitárias contra o coronavírus.
Segundo o MP, a casa de repouso Jardim do Éden abriga 26 idosos e teria descumprido regras de contenção da Covid-19, levando a contaminação de idosos internados. Três idosos faleceram pela doença.
O órgão cita que a Vigilância Sanitária fez vistoria no local e foram constatadas irregularidades como cuidadores sem uso de luvas e máscaras; idosos fazendo uso de espaço comum sem distanciamento; os idosos também não usavam máscaras e não havia álcool em gel nas entradas do asilo. Por causa das irregularidades, a casa chegou a ser autuada pela Vigilância Sanitária.
O MP ainda cita que, apesar da recomendação de que as visitas fossem suspensas durante a pandemia, a administração permitiu que familiares fizessem visitas, e recorreu à Justiça pedindo a interdição e retirada dos idosos dos idosos.
A decisão foi tomada no última quarta-feira (8) pela justiça em Caraguatatuba. O juiz Ayrton Vidolin Marques Júnior pediu que todos os idosos fossem retirados do local pelas famílias; que a casa fosse fechada e proibida de receber novos pacientes com multa diária de R$ 1 mil, em caso de descumprimento.
O prazo para cumprir a determinação terminou nesta segunda-feira (13).Segundo a casa, as famílias foram notificadas para a retirada dos pacientes internados, mas cerca de 15 ainda estão no local.
A Justiça ainda pediu que, caso familiares se recusassem a receber os idosos, fossem responsabilizados pelo abandono. No processo, famílias de outros estados e cidades chegaram a citar que não teriam suporte médico ou espaço necessário para atender os pacientes em casa. A maior parte sofre de problemas de saúde, como Alzheimer.
O que diz o advogado da casa
O advogado que representa o Roberto Magiolino disse que o estabelecimento foi fechado, conforme determinação da Justiça e que segue atendendo apenas os idosos ainda internados, até que sejam retirados pelos familiares.
Sobre as alegações do Ministério Público, disse que os funcionários estão usando os EPIs exigidos e que pontuações dos laudos, como espaço nas áreas compartilhadas e álcool em gel na entrada, foram regularizadas.
Disse ainda que a casa faz testagem rotineira nos idosos e que acredita que os pacientes contaminados que foram a óbito, não adquiriram a doença na unidade. E que asilo Jardim do Éden protocolou pedido de nova vistoria na unidade pela Vigilância Sanitária.
