Brinquedos recicláveis ajudam crianças internadas a enfrentar o isolamento em São Carlos

Jogos e atividades ajudam a aliviar o período de internação das crianças em São Carlos

Jogos e atividades ajudam a aliviar o período de internação das crianças em São Carlos

Pensando em ajudar as crianças internadas a enfrentar o isolamento hospitalar de forma mais leve, uma equipe de terapia ocupacional do Hospital Universitário de São Carlos (SP) utiliza materiais recicláveis para criar brinquedos.

Caixas de papelão e outros materiais ganham vida com a criatividade dos terapeutas. Segundo o terapeuta operacional Daniel Ferreira Dahdah, o objetivo é contribuir para que as crianças não deixassem de brincar durante o período de internação.

“Foi aí que surgiu a ideia de construir os brinquedos de material reciclável para ir para a enfermaria de sintomas respiratórias para que essas crianças continuassem a brincar, receber estímulo e se desenvolver de uma forma saudável”, disse Dahdah.

Terapeutas ocupacionais criam brinquedos recicláveis para ajudar crianças internadas em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV 1 de 2
Terapeutas ocupacionais criam brinquedos recicláveis para ajudar crianças internadas em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

Terapeutas ocupacionais criam brinquedos recicláveis para ajudar crianças internadas em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

O terapeuta explicou que durante o período de internação a criança recebe menos estímulos do que em casa ou na escola, o que pode implicar em atrasos de desenvolvimento.

“Manter essa criança brincando é fundamental para que ela consiga se desenvolver mesmo durante a internação. Quando a criança recebe alta, o brinquedo é descartado. Além de servir como um momento de distração, as atividades ajudam na recuperação e desenvolvimento dos pacientes”, disse.

Momento difícil

A menina Júlia de 10 anos teve pneumonia e precisou ficar internada. A mãe ficou com ela isolada no hospital, pois não é permitida a troca de acompanhantes por conta da pandemia, mesmo não sendo um quadro de Covid-19.

“Foi bem difícil porque não tive contato com ninguém, era só a equipe médica, enfermagem, só a equipe do hospital. Com o marido era só por videochamada, com a família também”, disse a crocheteira e mãe da Júlia, Queli Cardoso Rasquinho.

A atendente Ivanilda Azevedo passou pela mesma experiência com o filho, que ficou seis dias internado por causa da H1N1. Segundo ela, ficar em isolamento no hospital foi um período difícil.

Projeto cria brinquedos com materiais recicláveis para crianças internadas no Hospital Universitário em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV 2 de 2
Projeto cria brinquedos com materiais recicláveis para crianças internadas no Hospital Universitário em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

Projeto cria brinquedos com materiais recicláveis para crianças internadas no Hospital Universitário em São Carlos — Foto: Reprodução/EPTV

E não são apenas as crianças que recebem apoio nesse momento difícil. Os pais também são acompanhados pelos profissionais, uma forma de aliviar essa experiência que é difícil mesmo sem a pandemia.

A psicóloga hospitalar Lara Rosa Cobucci disse que as reações emocionais que as pessoas já costumam ter quando estão internadas ou doentes ficam ainda mais evidentes com a pandemia.

“Então o medo constante, preocupação com quem está lá fora, então como na pandemia a gente não pode deixar ter visita ou acompanhante a gente procura fazer videochamadas, ligações”, disse.

O gesto de carinho em forma de brinquedo e a atendimento psicológico é algo que fica eternizado na vida de quem recebe o apoio.

“Eu quero agradecer aos médicos, as enfermeiras que atenderam meu filho porque foram muito atenciosos com ele, deram muito amor, muito carinho, ele ficou famoso no hospital”, agradeceu Ivanilda.

Segundo Queli, o gesto foi essencial para o tratamento da filha. “Muito obrigada a todos eles, o trabalho deles foi essencial para minha filha, pra mim também, me ajudaram muito.”

By Tribuna ABC

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