1 de 1Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, localizada no bairro da Santa Cecília, região central da capital — Foto: Divulgação
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, localizada no bairro da Santa Cecília, região central da capital — Foto: Divulgação
A Justiça de São Paulo bloqueou bens de um ex-diretor do setor de engenharia da Santa Casa de Misericórdia, informou o Ministério Público (MP), que ajuizou a ação por improbidade administrativa.
De acordo com as promotorias de Saúde Pública e do Patrimônio Público, a Santa Casa teve que fechar temporariamente o atendimento em seu pronto-socorro em 2014 por causa de “desvios em contratos e gestão temerária”.

Santa Casa de São Paulo suspende atendimento de emergência no pronto socorro
O resultado foi o prejuízo dos pacientes atendidos pelo SUS e um rombo financeiro, que ainda acompanha a instituição.
Diante disso, os promotores Dora Martin Strilicherk e Ricardo Manoel Castro propuseram a ação, que tem por valor da causa R$ 12 milhões, e corre sob segredo de Justiça.
O juiz Luiz Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara da Fazenda Pública da capital, decretou a indisponibilidade de bens, veículos e valores de Manoel Francisco Lopes da Silva.
Crise em 2014
A Santa Casa de Misericórdia, considerado um dos mais importantes centros de referência hospitalar do país, enfrenta a maior crise financeira de sua história desde 2014.
O Ministério Público investiga o caso e, até o ano passado, pouco antes da pandemia do coronavírus, ainda cobrava mudanças na gestão da instituição.
Um relatório da própria Secretaria Estadual da Saúde, que repassa e monitora o uso do dinheiro público na saúde, reconhece que entre janeiro de 2015 e junho de 2019, a Santa Casa reduziu o número de atendimentos, mesmo recebendo verbas.
No período, de acordo com o levantamento, a queda foi de 55% nos procedimentos ambulatoriais de alta complexidade e de 18% nas internações de média complexidade.
