Prefeitura de SP vai gastar R$ 1,6 milhão para abrir 60 leitos em Hospital Central Sorocabana

A Prefeitura de São Paulo vai gastar mais de R$ 1,6 milhão com a reforma e com os equipamentos para reabrir leitos no Hospital Central Sorocabana, na Lapa, Zona Oeste. A unidade vai receber 60 novos leitos de enfermaria em duas partes: serão 36 no dia 1º de agosto e mais 24 no dia 15.

Para manter o hospital, serão R$ 3 milhões por mês. Por enquanto, só funciona uma unidade da rede Hora Certa, que faz exames, consultas e cirurgias. As outras alas foram fechadas em 2010, depois de mais de 50 anos, por problemas financeiros.

O prédio, construído em 1955, sempre foi referência para quem mora na Zona Oeste. Como a corretora de imóveis Ana Maria Jardim, que vive há 20 anos na Lapa e já foi internada lá.

“Esse hospital era maravilhoso, tinha bons profissionais, era limpo, tinha de tudo… Quanta criança nasceu aqui. Eu fiquei internada aqui, trouxe um amigo para internar aqui. Era socorro… Hoje a Lapa está abandonada.”

Há 2 anos, em agosto de 2018, o SP1 mostrou que a parte desativada do hospital estava abandonada, com salas fechadas e equipamentos largados. Apenas o térreo estava ocupado. Nos outros 7 andares, onde até UTIs funcionavam, só havia salas fechadas.

O representante do comitê que pede a reabertura do Hospital Sorocabana, Toni Zagato, diz que o ideal é que toda a unidade volte a funcionar e não apenas parte dos leitos.

“O movimento social espera a abertura total e integral do hospital Sorocabana, porque o que a pandemia está causando, ela vai deixar um legado de necessidade da saúde por muito tempo”, afirma.

A Prefeitura disse que os novos leitos estão sendo instalados no andar térreo do prédio, onde já funciona a AMA. A unidade vai ser administrada pela Organização Social Associação Saúde da Família (ASF).

Novos leitos

Na quinta-feira, o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou que a partir de agosto vai abrir 132 leitos no Hospital da Brasilândia, na Zona Norte.

Mesmo assim, o município vai continuar pagando por leitos alugados em hospitais privados. A Prefeitura disse que foram alugados 190 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para Covid-19 e 78 de enfermarias em hospitais filantrópicos e privados.

O valor para cada leito de UTI é de R$ 2.100 por dia e R$ 1.500 para as enfermarias, por cinco dias. E o número de pessoas em leitos contratados na rede particular aumentou, são 201 pacientes nesta sexta-feira (17). No começo da semana eram 170.

Durante a pandemia, a Prefeitura da capital diz que criou 1.340 leitos de UTI. Também foram construídos e reabertos mais 8 hospitais.

Em Parelheiros, Brasilândia, Bela Vista, Capela do Socorro, Guarapiranga e o da Cruz Vermelha. Além dos hospitais de campanha. O Hospital de Campanha do Pacaembu já foi fechado. O do Anhembi vai ter mais de 500 leitos desativados, por falta de pacientes, a partir de agosto.

Nesta sexta-feira (17), 215 pessoas estão em tratamento no hospital. A cidade de São Paulo está com 1.832 pacientes internados por causa da Covid-19.

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By Tribuna ABC

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