
Pneumologista explica diferenças entre sintomas da asma e da Covid-19
A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia estima que no Brasil existam, aproximadamente, 20 milhões de asmáticos. Durante as crises, quem tem, sofre com tosse, chiado e sensação de aperto no peito e falta de ar. Muitos pais do Alto Tietê que têm filhos asmáticos se preocupam com a contaminação com o novo coronavírus.
O pneumologista Rafael Carraro explica que o asmático sempre é considerado um grupo de risco no curso de infecções respiratórias, principalmente, vírus respiratórios. “A Covid-19 não costuma causar brônquio espasmo que é a principal característica da asma. Covid causa pneumonia. Então não está sendo muito comum a Covid desencadear ou exacerbar a asma. Tá para sair um trabalho na Itália com 1,5 mil pacientes com asma grave, que é a que usa mais medicamento para asma, e lá comparando a mortalidade nesse grupo de pacientes com a população geral, a mortalidade foi menor”, afirma Carraro.
Ele observa que isso demonstra que o tratamento se feito corretamente, regularmente, pelo paciente tira um pouco esse status a mais de risco. “Parece que o mais importante é o paciente manter o acompanhamento médico regular durante a pandemia e o seu tratamento de manutenção bem rigorosamente.”
O médico aponta ainda que os sintomas da asma e da Covid-19, são distintos. “A Covid tem característica de tosse seca e falta de ar. Enquanto que os asmáticos em crise têm chiado e tosse com secreção pulmonar. Os pacientes conseguem diferenciar, embora nada é específico. Sintomas respiratórios precisam levantar suspeita de Covid”, avalia o pneumologista.
Características da Asma
O pneumologista Rafael Carraro explica que a asma é uma doença que se caracteriza por uma inflamação crônica dos brônquios. “Eles são nossas vias aéreas que para entender de maneira fácil é uma tubulação de ar que leva o ar respirado pelas nossas narinas até os pulmões onde tem que ocorrer a troca do oxigênio e do gás carbônico. Na asma essa tubulação de ar está inflamada cronicamente e com isso com redução do seu diâmetro e tem dificuldade maior da passagem de ar por essa tubulação.”
Ele afirma que em uma crise existe uma contração da musculação do brônquio que estreita isso muito agudamente. “Que é o que a gente chama de brônquio espasmo e que é o que tratamos habitualmente com os medicamentos em forma de bombinha, como é conhecido pela população.”
O pneumologista alerta que a asma é uma doença alérgica, e pelo 80% dos pacientes tem histórico de alergia e marca familiar importante, mostrando que existe herança de geração para geração na mesma família. Ácaros, fungos, pelo de cão, gato e polém de árvore podem desencadear crises nos asmáticos.
