Pacientes com doenças cardíacas são maioria das vítimas fatais da Covid-19 em São Carlos e região

Novo coronavírus — Foto: Getty Images via BBC 1 de 2
Novo coronavírus — Foto: Getty Images via BBC

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Mais de 50% das vítimas fatais da Covid-19 tinham alguma doença cardíaca em São Carlos (SP), Araraquara e Rio Claro. Pacientes são considerados como grupo de risco.

As doenças cardíacas já são graves independentemente da pandemia, mas se agravam ainda mais com o novo coronavírus.

Rio Claro é a cidade da região com a maior quantidade de casos e mortes pela Covid-19, somando 2.078 confirmações e 60 óbitos. Já São Carlos tem 1.019 casos com 17 mortes. Araraquara tem 1.450 confirmações, sendo 15 mortes.

Pacientes com problemas de coração são maioria das vítimas fatais da Covid-19

Pacientes com problemas de coração são maioria das vítimas fatais da Covid-19

O médico cardiologista Sérgio Berti explicou que a Covid-19 é uma doença pouco conhecida, mas que o vírus tem atração por alguns órgãos, principalmente, o coração. “No coração ele causa uma inflamação podendo levar uma doença cardíaca assim como também causa uma coagulação podendo levar até o infarto.”

De acordo com o cardiologista, existem situações em que a doença cardíaca é grave e, mesmo controlada, sob uma infecção de Covid-19 ela pode descompensar e o paciente ser hospitalizado.

“A pressão alta 20% da população tem, a maioria dessas pressões são controlada, então eu diria que pacientes com pressão de difícil controle são esses que têm maior risco de gravidade”, explicou o cardiologista.

Cardiologista de São Carlos explica motivo de pacientes cardíacos fazerem parte do grupo de risco da Covid-19 — Foto: Reprodução EPTV 2 de 2
Cardiologista de São Carlos explica motivo de pacientes cardíacos fazerem parte do grupo de risco da Covid-19 — Foto: Reprodução EPTV

Cardiologista de São Carlos explica motivo de pacientes cardíacos fazerem parte do grupo de risco da Covid-19 — Foto: Reprodução EPTV

Segundo o médico, não dá para generalizar os problemas cardíacos, ou seja, aquelas situações onde a doença cardíaca é grave, exige uma atenção especial durante a pandemia. “Existem situações onde a pessoa tem um simples prolapso de válvula mitral, uma arritmia cardíaca simples, não tem preocupação e não tem relação com a Covid-19.

O cardiologista também explicou que tanto a obesidade quanto a diabetes são doenças com base inflamatória e por isso também estão no grupo de risco da Covid-19. “O vírus predispõe para que haja maiores complicações nessa classe.”

Berti também ressaltou a importância da busca pelo atendimento médico nos sintomas de infarto, pois o hospital está estruturado com salas de espera diferentes para pacientes com síndrome gripal e demais doenças.

“Os pacientes estão tendo sintomas de angina que pode levar até o infarto e não estão vindo ao hospital por medo de pegar a doença. É importante salientar que infarto mata mais, muito mais que a Covid-19. Então sintomas de infarto, dor no peito, dor na mandíbula pra baixo e do umbigo pra cima, que podem sugerir infarto, que venham ao hospital”, disse.

By Tribuna ABC

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