FOTOS: imagens aéreas mostram destruição causada por incêndio no pico mais alto de SP

Imagens mostram destruição causada por fogo no pico mais alto de São Paulo — Foto: Michelle Mendes/G1 1 de 7
Imagens mostram destruição causada por fogo no pico mais alto de São Paulo — Foto: Michelle Mendes/G1

Imagens mostram destruição causada por fogo no pico mais alto de São Paulo — Foto: Michelle Mendes/G1

Imagens aéreas mostram a destruição provocada por um incêndio na Pedra da Mina, maior pico do estado de São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou na última quinta-feira (16) e a área queimada até esta terça (21) era o equivalente a 460 campos de futebol.

A reportagem do G1 sobrevoou a área na manhã desta terça-feira (21) com militares do Comando de Aviação do Exército (Cavex) de Taubaté, que auxiliam no combate às chamas desde o último domingo (19). Os trabalhos continuam nesta terça-feira.

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Imagens aéreas mostram destruição causada por incêndio no pico mais alto de SP — Foto: Michelle Mendes/G1

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O incêndio teve início na Serra Fina na quinta-feira (16) e se alastrou para o território paulista, atingindo a Pedra da Mina. Com 2.798 metros de altitude, a montanha fica na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais e é considerado o quarto pico mais alto do Brasil e o mais alto do estado de São Paulo.

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Imagens aéreas mostram destruição causada por incêndio no pico mais alto de SP — Foto: Michelle Mendes/G1

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Nas imagens é possível ver que ainda há focos de fumaça em diversos pontos do pico. O Corpo de Bombeiros informou que ainda existem dois focos de incêndio – na segunda, eram três (veja abaixo).

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Imagens aéreas mostram destruição causada por incêndio no pico mais alto de SP — Foto: Michelle Mendes/G1

Imagens aéreas mostram destruição causada por incêndio no pico mais alto de SP — Foto: Michelle Mendes/G1

Nove militares do Comando da Aviação do Exército (Cavex) fazem parte de um grupo de 100 profissionais que atuam no combate direto. São bombeiros de São Paulo e Minas Gerais, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), Força Aérea Brasileira (FAB) e Marinha. Outros 90 voluntários também estão auxiliando as equipes.

Aeronaves como Pantera (Exército), EC225 (Marinha), Esquilo (Instituo Florestal), Hércules (FAB) e helicóptero Águia da PM estão sendo utilizadas durante as ações.

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Imagens aéreas mostram destruição causada por incêndio no pico mais alto de SP — Foto: Michelle Mendes/G1

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O tenente-coronel, Eduardo Diniz, disse que a missão é muito desafiadora. “A missão do Exército Brasileiro é apoiar as ações de combate ao incêndio na pedra da Mina. Já participei de outras operações de combate de incêndio, mas essa está sendo desafiadora por conta da altitude, em função técnica do voo alto, com pouso de 9 mil pés. Em 27 anos de Exército, essa é a primeira vez que participo de uma missão desafiadora nesse sentido”, disse.

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Origem do fogo

De acordo com o analista ambiental e chefe do Instituto Chico Mendes, Virgílio Ferraz, ainda não se sabe quais as causas do incêndio.

“Não tivemos investigação de causa e origem. Tivemos relatos de que quatro montanhistas passaram na saída da serra fina e que não quiseram se identificar no hostel que fica na saída da serra.Tudo é suspeita. No livro cume (uma caixa de alumínio onde os montanhistas deixam relatos) tem o nome de um na data de 16 de julho, dizendo que acordou com cheiro de queimada”, disse Virgílio.

Militares usam helicópteros no combate às chamas — Foto: Michelle Mendes/G1 7 de 7
Militares usam helicópteros no combate às chamas — Foto: Michelle Mendes/G1

Militares usam helicópteros no combate às chamas — Foto: Michelle Mendes/G1

Ele avalia a situação com muito grave.

“A serra é a 8ª área mais insubstituível do mundo em questão de biodiversidade, principalmente pela flora endêmica. Temos tipos de vegetação que só tem aqui e na região dos Andes. A perda é extremamente danosa também para os animais. Os sapos daqui, por exemplo, são estudados para efeitos da mudança climática”.

Até o início da manhã desta terça, o fogo estava controlado na área de Minas Gerais, mas ainda havia focos do lado paulista. Não há previsão para que as equipes deixem o local.

Bombeiros seguem no combate a incêndio na Serra da Mantiqueira

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By Tribuna ABC

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