DNA ajuda polícia a identificar estuprador em série que agiu por dois anos na Zona Sul de SP

DNA ajuda polícia a identificar estuprador que atacou pelo menos 13 mulheres em dois anos

DNA ajuda polícia a identificar estuprador que atacou pelo menos 13 mulheres em dois anos

A análise de material genético de DNA ajudou a polícia a identificar um estuprador em série que agiu por dois anos na Zona Sul de São Paulo. Segundo as investigações, ele atacou pelo menos 13 mulheres entre 2014 e 2016, mas o número pode ser maior.

As informações das vítimas no banco de dados do laboratório do Instituto de Criminalística de São Paulo ajudou os peritos a apontarem Vicente Alberto Victorino como o estuprador de vários crimes. Ele está preso em Sorocaba, no interior do estado.

“O banco indicou que essas mesmas vítimas teriam sido agredidas por um mesmo estuprador”, afirma a perita criminal Claudia Pacheco.

Segundo as investigações, cinco casos ocorreram no Jardim das Imbuias, quatro no Jardim Mirna, um no Capão Redondo, um no Jardim Miriam e dois em Parelheiros. Todos no extremo sul da capital.

Há 25 anos, Victorino já havia sido condenado a 12 anos de prisão por cinco estupros em Ilha Comprida, no litoral. Em fevereiro de 2014, depois de 10 anos, ele deixou a prisão. Messes depois voltou a atacar na capital.

A forma de agir era sempre parecida. As mulheres eram cercadas no fim da noite, quando voltavam da escola. Ou bem no começo da manhã, quando saiam para trabalhar.

Ele parava as mulheres nas ruas desertas e usava uma arma para anunciar o assalto. A maioria foi levada para terrenos baldios. Uma delas foi empurrada pra dentro de um carro. Todas entregaram dinheiro, celulares e sofreram violência sexual.

Só em 2017, depois de ser reconhecido por uma das vítimas e ser preso novamente, Victorino cedeu uma amostra de sangue e o DNA bateu com vestígios de sêmen encontrados em outras cinco vítimas.

Por lei, se um suspeito fornece amostra de DNA de forma voluntária, o resultado só pode ser usado nos casos em que aparece como suspeito. Mas, em 2019, com a autorização da Justiça, a perícia coletou material genético de cerca de 10 mil presos por crimes sexuais em todo o estado. Quando o DNA de Vicente Victorino foi inserido no banco de dados, apareceram as outras sete vítimas.

A polícia suspeita que ele tenha atacado um número ainda maior de mulheres. O delegado Alberto Matheus Junior diz ter encontrado outros casos de estupro também na Zona Sul, mas não há material genético das vítimas, porque elas demoraram a procurar a polícia.

“Nós temos pelo menos mais 10 casos que se assemelham demais ao modus operandi como ele agia. A presença da vítima na unidade policial para formalizar o reconhecimento e responsabilizá-lo pelo crime é de suma importância”, afirma.

As outras vítimas serão chamadas à delegacia para dizer se também reconhecem Vicente Victorino como o estuprador.

Além do DNA de 10 mil presos por crimes sexuais, o banco genético da Polícia Científica de SP tem ainda 6 mil amostras de material genético colhidas de vítimas de estupros ou dos locais dos crimes.

By Tribuna ABC

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