
Trabalhadores do transporte coletivo protestam por verbas rescisórias em Piracicaba
Ex-funcionários da empresa Via Ágil, que era responsável pelo transporte público em Piracicaba (SP) até maio, voltaram a protestar na tarde desta quinta-feira (23).
Dezenas de ex-funcionários que foram demitidos pela empresa se reuniram em frente à prefeitura. Eles dizem que não receberam o pagamento das verbas rescisórias.
O problema atinge 600 pessoas, segundo o movimento. A manifestação da tarde não atrapalhou o trânsito nem o transporte público.
1 de 2Ex-funcionários da Via Ágil, durante protesto em frente à Prefeitura de Piracicaba — Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV
Ex-funcionários da Via Ágil, durante protesto em frente à Prefeitura de Piracicaba — Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV
Mas, ainda na madrugada, os trabalhadores se reuniram em frente à garagem da nova empresa e também no Terminal Central pra impedir a saída de ônibus. Dos 102 veículos, 16 não saíram.
A prefeitura da cidade confirmou que teve atraso nas linhas, mas garantiu que a situação foi normalizada ainda pela manhã.
A EPTV, afiliada da TV Globo, cobrou uma posição da via ágil durante todo o dia, mas a empresa não respondeu.
A Via Ágil pediu a rescisão do contrato do transporte alegando dificuldades financeiras em função da pandemia. A Viação TuPi, que assumiu o serviço em maio, disse que na manhã desta quinta a frota começou o trabalho com 85% da capacidade por causa do protesto.
2 de 2Ex-funcionários da Via Ágil realizaram protesto para cobrar pagamento das verbas rescisórias. — Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV
Ex-funcionários da Via Ágil realizaram protesto para cobrar pagamento das verbas rescisórias. — Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV
Projeto de lei
A prefeitura informou que teve uma reunião com ex-trabalhadores e que está concluindo um projeto de lei que vai reconhecer a dívida com a Via Ágil.
O projeto será encaminhado à Câmara ainda esse mês e, se for aprovado, o governo municipal poderá buscar recursos para pagar a Via Ágil.
E reforçou que o dinheiro que será repassado à empresa ficará bloqueado exclusivamente para o pagamento dos direitos trabalhistas dos ex-funcionários.
