1 de 2Prefeitura gasta mais de R$ 5 milhões com compra de leitos Covid em Campinas — Foto: Reprodução/EPTV
Prefeitura gasta mais de R$ 5 milhões com compra de leitos Covid em Campinas — Foto: Reprodução/EPTV
A sobrecarga no Sistema Único de Saúde (SUS) de Campinas (SP) em junho devido ao aumento dos casos, internações e mortes de pacientes com Covid-19 refletiu diretamente nos cofres públicos. A prefeitura gastou R$ 3.530.77,98 com a compra de leitos privados, de terapia intensiva (UTI), enfermaria e hospedagem – para o caso de pacientes que moravam em hospitais.
O valor é o dobro do desembolsado em maio, quando foram pagos R$ 1.768.072,97 por 30 leitos de UTI ocupados na rede privada, já que todos os da rede pública eram preenchidos, e a hospedaria. No total, os dois meses em que o enfrentamento da pandemia do coronavírus na cidade precisou de mais recursos e estrutura custaram R$ 5.298.850,95 à Secretaria de Saúde.
O levantamento foi feito pela prefeitura a pedido do G1. Desde o início dos registros de casos e mortes, junho foi o mês que amargou mais óbitos, 273 do total de vítimas da cidade. Concentrou 6.716 do total de moradores infectados.
Até o último balanço divulgado em maio, Campinas somava 1.570 moradores com coronavírus. O número de mortes naquele mês foi de 74 pacientes. Quando junho terminou, os casos positivos já eram 8.286 na cidade.
O número de sepultamentos em junho teve um aumento de 17,7%, nos primeiros 25 dias daquele mês. Foram 557 enterros, 84 a mais que no mesmo intervalo de 2019.
“Junho foi o mês mais difícil em termos de perdas de vidas, de enfrentamento de doenças para a cidade”, disse Jonas Donizette na ocasião.
A taxa de ocupação das UTIs Covid do SUS de Campinas ficou nos patamares mais altos da pandemia, em 100% na maior parte do mês, a partir de 10 de junho até o último dia. Conforme a prefeitura aumentava a oferta de leitos, aumentavam também os casos mais graves de coronavírus e a necessidade de UTIs. Veja a evolução no gráfico abaixo.
150 leitos ao todo
São 13 contratos envolvendo a compra de vagas, distribuídos em seis hospitais – PUC Campinas, Irmandade da Misericórdia, Beneficência Portuguesa, Casa de Saúde, Samaritano e Metropolitano – e uma hospedagem.
As negociações abrangem 150 leitos, sendo 70 de UTI (dois são doações e ainda não foram usados), 55 de enfermaria (3 ainda estão em trâmite) e 25 de hotelaria. O valor dos contratos soma R$ 40.752.595,20.
A diária de cada leito de UTI Covid custa R$ 2.460,98 à prefeitura. Já as enfermarias, que são leitos de retaguarda, custam cerca de R$ 1 mil por dia.
Entenda os usos e os gastos
- Em caso de lotação nas vagas SUS, a prefeitura negocia com hospitais a compra de leitos.
- O valor dos contratos varia de acordo com o número acertado de diárias ocupadas.
- A quantia do acordo muda para vagas de UTIs, mais caras, ou em enfermarias, mais baratas.
- Conforme os leitos contratados vão sendo ocupados, a prefeitura realiza os pagamentos.
- A prefeitura paga 100% do valor do contrato se todos os leitos forem usados por todos os dias previstos no acerto.
- O fato da vaga estar disponibilizada para a regulação de leitos do município garante pagamento de 70% do valor, pois o leito estava reservado.
- O pagamento é sempre feito no mês seguinte à ocupação.
- O dinheiro sai do caixa da prefeitura, mas tem verba do governo federal, que o município precisa complementar para chegar no valor da diária do leito.
- Se for necessário, a prefeitura pode fazer requisição de leitos, quando o hospital privado é obrigado a receber o paciente, mesmo quando não há negociação.

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2 de 2Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1
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