
Projeto ‘Rifar para Doar’ foi lançado em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Ação consiste no sorteio de três vouchers de tatuagem, no valor de R$ 2,5 mil cada. Marcelo Scaranari, um dos idealizadores da campanha, também enfrentou dificuldades devido à pandemia
João Cerini/Arquivo Pessoal
Diante dos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus, três tatuadores de Campinas (SP) se mobilizaram e lançaram a rifa solidária “Rifar para Doar” como forma de apoio às famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade.
A ação, que tem como objetivo captar recursos para a compra de itens como cestas básicas e agasalhos, consiste no sorteio de três vouchers de tatuagem, no valor de R$ 2,5 mil cada. Para concorrer, é necessário contribuir com R$ 50.
De acordo com o tatuador Marcelo Scaranari, o objetivo da campanha é arrecadar pelo menos R$ 50 mil. O valor recolhido será doado para projetos sociais, comunidades carentes e também a uma comunidade indígena.
“Temos, até o momento, dois projetos sociais aqui em Campinas, um em Barretos e uma comunidade indígena em Peruíbe. Conforme nossa arrecadação for aumentando, vamos colocando mais beneficiários na lista”, explica.
Impactos da pandemia
Marcelo conta que, desde o início da pandemia, viu seu faturamento cair abruptamente. “Até meados de março tudo ia tranquilo. De repente, de um dia pro outro, minha agenda estava vazia. Eu, que há pelo menos uns 10 anos vinha com agenda cheia e, do dia pra noite, acabou tudo”, relembra.
Assim como diversos profissionais do meio artístico, o tatuador sofreu os impactos financeiros da quarentena. Apesar disso, decidiu, junto aos colegas tatuadores João Beber e Marcio Rodrigues, organizar uma ação social com foco naqueles que tiveram suas rendas completamente comprometidas.
“Se pra mim a situação toda ficou muito difícil, imagino pra quem contava com o dinheiro do dia a dia para comer. […] Comida graças a Deus não me falta. Já para os mais vulneráveis, tá faltando”, diz Marcelo Scaranari.
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Pensamento solidário
Até a tarde de sexta-feira (24), a ação social já havia arrecadado R$ 8.650, cerca de 17% da meta estabelecida. “A adesão tem sido boa, mas menor do que o esperado, infelizmente. Queremos chegar nos 50 mil [reais], e queremos chegar nessa quantia o quanto antes para poder já começar a ajudar os que não podem esperar”, afirma Marcelo.
“Além de ajudar diretamente aqueles que precisam, [queremos] despertar a consciência daqueles que podem ajudar mais. Gentileza gera gentileza e, quem sabe, uma pequena semente como essa traga um despertar de um novo pensamento solidário nas pessoas e nas próximas gerações”, complementa.
*Sob a supervisão de Bruna Ferreira.
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