Retorno das aulas presenciais na cidade de SP não deve ocorrer em setembro, diz secretário de Educação

Secretário municipal de Educação de SP fala sobre volta às aulas

Secretário municipal de Educação de SP fala sobre volta às aulas

O retorno das aulas presenciais na cidade de São Paulo segue sem data definida, de acordo com o secretário Municipal de Educação, Bruno Caetano, em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira (3).

“Para ser dia 8 [de setembro], a Saúde tem que dar a orientação. Mas pode ser e é muito provável que não seja no dia 8 de setembro. Ainda não há nenhuma data. A Secretaria [Municipal de Educação] segue se preparando para, quando a Saúde autorizar, estar tudo em ordem”, afirmou.

O secretário também reafirmou que os alunos não serão reprovados e que haverá um “grande programa de reforço escolar”, feito em dois anos, para garantir que os alunos acessem o conteúdo.

“Quando as aulas presenciais voltarem, será aplicada uma avaliação, uma provinha, para saber o que os alunos aprenderam e o que não [aprenderam]. A partir do resultado dessa prova, vamos calibrar um programa de recuperação e reforço que vai acontecer ao longo desse ano e todo ano que vem. Daí, não há sentido em fazer a reprovação nesse ano, uma vez que a recuperação vai se dar em dois anos.”

No dia 16 de julho, o governo do estado anunciou que a retomada das escolas seria reavaliada, mas, no dia 17 de julho, mantiveram a volta às aulas para 8 de setembro.

A maioria dos prefeitos do ABC Paulista decidiu que a volta às aulas presenciais na rede municipal só deve acontecer em 2021. Nesta quarta-feira (29), a prefeitura de Mauá havia tomado essa decisão. Nesta quinta-feira (30), os prefeitos de Santo André, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também adotaram a mesma medida.

De acordo com Bruno Caetano, os pais poderão decidir se enviarão os filhos para a escola.

“Na prática, se as aulas presenciais retornarem, as famílias já têm esse poder de decisão. O que a gente trabalha, junto ao Conselho Municipal de Educação, é que as famílias não precisem recorrer a essa espécie de bolsão de faltas que já é uma prerrogativa, um direito dessas famílias, dessas crianças.”

Retorno das aulas presenciais em SP não tem data definida — Foto: Reprodução/GloboNews 1 de 1
Retorno das aulas presenciais em SP não tem data definida — Foto: Reprodução/GloboNews

Retorno das aulas presenciais em SP não tem data definida — Foto: Reprodução/GloboNews

Volta às aulas em debate

A secretaria de Educação da Prefeitura de São Bernardo do Campo informou, por meio de nota, “que está analisando tecnicamente a data para retorno das aulas na rede municipal de ensino sugerida pelo governo do Estado e ainda não há decisão definitiva. Caso os dados epidemiológicos atuais sejam mantidos, a tendência é que as aulas não sejam retomadas no próximo dia 8 de setembro.”

O prefeito Orlando Morando (PSDB) disse que a decisão será tomada em âmbito municipal. “Enquanto não tivermos segurança suficiente não vamos voltar às aulas. Mesmo que o governo do Estado mantenha a data, a decisão de voltar é do município.”

Segundo ele, “hoje, somos a cidade menos vulnerável à doença da Região Metropolitana, por conta de todas as medidas sanitárias e de isolamento social, mas essa situação não é estática, muda o tempo todo. Não podemos afrouxar os cuidados. Estamos pensando na segurança das crianças e dos profissionais da Educação”, disse Morando.

Em Santo André, o prefeito Paulo Serra (PSDB), disse que está avaliando a retomada das aulas não presenciais, mas acha difícil a volta às aulas de forma presencial.

“Estamos avaliando os números, estamos na terceira quinzena após a reabertura e vamos dialogar com as escolas de ensino privado, estamos dialogando com a nossa rede, com pais, professores e vamos validar um plano. A ideia na rede pública é que não haja retorno presencial. Vamos ouvir a rede privada para saber quais os protocolos”, disse Serra.

Segundo ele, o passo agora é definir os protocolos com a rede particular. “A prefeitura só tem interferência e atribuição direta na rede municipal, tanto a rede estadual e a privada ficam sob responsabilidade de decretos e legislações estaduais. Estamos fazendo todo o esforço para que haja a continuidade das aulas, mesmo que não presencial, para que não haja prejuízo pedagógico e preservando a segurança de seus alunos e familiares”, disse o prefeito de Santo André.

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By Tribuna ABC

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