Pacientes reclamam de falta de atendimento e cirurgias no Hospital Pérola Byington

Mulheres falam da dificuldade de marcar consulta no Pérola Byington

Mulheres falam da dificuldade de marcar consulta no Pérola Byington

Pacientes do Hospital Pérola Biyngton têm enfrentado dificuldades para conseguir atendimento e não conseguem marcar consultas e cirurgias desde o início da pandemia. Estimativas do Ministério da Saúde apontam que, em 2020, quase 80 mil brasileiras vão desenvolver câncer de mama, útero ou ovário.

O Pérola Byngton é referência no atendimento a mulheres e tem entre seus objetivos principais o tratamento do câncer ginecológico e de mama, além de atender vítimas de violência. A unidade oferece assistência médica, hospitalar e ambulatorial e é referência na capital e na Grande São Paulo.

A Giselda é moradora da Vila Zilda, na Zona Norte, e em 2015 descobriu que tinha um mioma, que é um nódulo benigno, mas que pode causar bastante dor e sangramento. No início desse ano ela recebeu a indicação da cirurgia. Mas até agora não conseguiu ser atendida e nem marcar a operação.

Os últimos exames feitos pela Giselda em janeiro deste ano mostram que os medicamentos não fizeram efeito e o mioma já está com 4 cm. O encaminhamento dela para remover o mioma por cirurgia foi feito pela médica em abril. Mas até agora ela não conseguiu ser atendida.

“Não consigo remarcar e eles pedem sempre pára eu religar no final do mês. Eu ligo e é sempre a mesma resposta, não tem agenda. Sinto dor e cólicas fortíssimas, tenho coágulos. Não consigo trabalhar, minha esperança é fazer a cirurgia para ter uma vida normal”. afirma.

Uma moradora da Vila Mariana contou que está com muito medo. Ela não quer se identificar para não prejudicar o tratamento no Hospital Peróla Byington, onde fez um cirurgia por causa de uma suspeita de um câncer no colo do útero. Ela precisa de acompanhamento a cada seis meses mas também não consegue agendar as consultas.

A Secretaria Estadual da Saúde disse que suspendeu os atendimentos de casos menos graves no hospital durante a pandemia para evitar que pacientes com a imunidade mais baixa se contaminem com o novo coronavírus.

O diretor Luíz Henrique Gebrin disse que todas as mulheres que tivessem intercorrências e sangramentos foram atendidas e as cirurgias ginecológicas acabaram sendo feitas.

“Este mês estamos retomando de rotina com mais segurança e convocando aquelas que aguardavam para serem atendidas”, afirmou.

CORONAVÍRUS

By Tribuna ABC

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