
Um mês após a retomada, salões de beleza têm queda de até 49% de clientes
A reabertura dos salões de beleza na cidade de São Paulo completou um mês, no dia 6 de agosto, e o setor registrou queda no movimento. De acordo com uma pesquisa, a procura pelos serviços caiu de 25% a 49%.
Ainda de acordo com a pesquisa:
- 84% dos cabeleireiros da capital paulista e região metropolitana pediram o auxílio emergencial;
- Apenas 39% dos pedidos de auxílio emergencial foram aprovados;
- 11% dos profissionais entrevistados afirmaram que os salões em que trabalhavam fecharam durante a quarentena;
- 13% dos cabeleireiros venderam ‘vouchers’ de serviços para serem usados no fim da pandemia.
Muitos salões de beleza investiram em tapetes para higienização, medição de temperatura, cabine de desinfeção e muito álcool em gel. O uso da máscara segue obrigatório.
No Morumbi, na Zona Sul da cidade de São Paulo, um dos salões garante que o faturamento caiu 60%. E o padrão de consumo dos clientes mudou. O estabelecimento percebeu que os clientes têm frequentado menos o salão, mas gastam mais para evitar voltar com frequência.
Roger Ajoori é dono do salão e afirma que apesar da queda no movimento, o novo padrão de consumo ajuda a manter a estrutura do salão. “Isso também ajuda para chegar em um número certo para a gente conseguir sobreviver nesses primeiros três meses que vão estar fracos, mesmo.”
Como muitos salões da região fecharam, o salão contratou profissionais que trouxeram uma nova cartela de clientes.
Para César Tsukuda, diretor da Beauty Fair, a comunicação é fundamental para alavancar a retomada. “Mostrar aos seus clientes que eles estão seguindo os protocolos, mostrar passo a passo o que eles estão fazendo para ter um ambiente de serviço seguro e que o cliente possa confiar no trabalho e em toda a segurança que foi criada pelos salões.”
Reabertura
A cidade de São Paulo reabriu com restrições, no dia 6 de julho, os bares, restaurantes e salões de beleza, após 104 dias fechados para atendimento aos clientes por conta da quarentena.
Regras para salões de beleza
No protocolo publicado no dia 4 de julho pela Prefeitura de São Paulo também constam as regras para o funcionamento dos salões de beleza. Veja as principais:
- Ocupação máxima de 40% da capacidade
- Uso de máscara obrigatório para funcionários e clientes
- Distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas
- Atendimentos devem ser agendados, evitando fila de espera
- Atendimento deve ser individual e com capacidade reduzida
- Margem de tempo entre atendimentos para que ambiente e equipamentos sejam higienizados
- Cliente nunca deve ser atendido por mais de um profissional simultaneamente
- Destinar horário exclusivo para clientes acima de 60 anos ou com comorbidades
- Cliente deve passar por triagem para avaliar se apresenta sintomas
- Medir a temperatura de funcionários
- Atendimentos a domicílio são permitidos, desde que os protocolos de higiene sejam seguidos
Plano São Paulo
A quarentena que visa conter o avanço do novo coronavírus começou no dia 24 de março, quando o governo do estado determinou que continuassem abertos somente setores considerados essenciais: saúde, transporte, segurança, limpeza pública, indústrias, bancos e telemarketing.
Em 1º de junho, o governo iniciou o chamado Plano São Paulo para a reabertura gradual das atividades econômicas em fases. O estado foi dividido de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS) e a Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 microrregiões. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente de acordo com a classificação das regiões por cores.
Os critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:
- Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
- Fase 2 – Laranja: Controle
- Fase 3 – Amarela: Flexibilização
- Fase 4 – Verde: Abertura parcial
- Fase 5 – Azul: Normal controlado
