Famílias usam a tecnologia para matar a saudade dos idosos durante a pandemia de coronavírus

Famílias encontram adaptações para matar a saudade de idosos durante a pandemia da Covid-19 — Foto: Reprodução/TV TEM Famílias encontram adaptações para matar a saudade de idosos durante a pandemia da Covid-19 — Foto: Reprodução/TV TEM

Famílias encontram adaptações para matar a saudade de idosos durante a pandemia da Covid-19 — Foto: Reprodução/TV TEM

Por conta do isolamento social imposto com a pandemia de coronavírus, avós, filhos e netos estão precisando usar a criatividade para adaptar os encontros em família. Famílias de Tatuí e Piraju (SP), por exemplo, deram bons exemplos de como ‘matar a saudade’ neste período de pandemia.

Através de celulares, computadores ou, em alguns casos, por meio dos portões e janelas, muitos estão conseguindo manter os encontros com os idosos. A tecnologia está ajudando mesmo para aqueles que não eram habituados a usá-la.

Netos e avós conversam por chamadas de vídeo com o isolamento social — Foto: Reprodução/TV TEM Netos e avós conversam por chamadas de vídeo com o isolamento social — Foto: Reprodução/TV TEM

Netos e avós conversam por chamadas de vídeo com o isolamento social — Foto: Reprodução/TV TEM

A Flávia e o Murilo, que são netos de um casal de idosos, de 93 anos, de Piraju (SP), contaram à TV TEM como a grande família deles, que é composta por sete filhos, 18 netos e quatro bisnetos, está lidando com a distância nesse momento. Para eles, o portão da casa dos avós tem sido o limite entre os idosos e eles.

Segundo o neto Murilo Cury, são aproximadamente quatro meses longe do abraço dos avós, mas eles sabem que a distância é necessária e a internet também pode facilitar alguns encontros com os avós.

Idosos recebem visitas e surpresas adaptadas da família durante a pandemia de Covid-19

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“É estranho isso. Antes eles deixavam a porta aberta e nós íamos entrando diretos, cumprimentando todo mundo e, agora, com a pandemia, vê-los apenas pelo portão e pela janela é impactante. É muito ruim não poder ter o abraço e poder dar beijo na minha avó e no meu avô, mas se é para o bem deles, não temos outra escolha”, conta o neto.

Segundo a irmã, Flávia Cury, os avós já aprenderam a fazer quase tudo com o celular. Até mesmo chamadas em grupo com alguns netos que moram fora do país.

“Eles já sabem ligar por vídeo, fazer chamadas em grupo, com vários tios e todo mundo junto. Nós temos dois primos que moram fora do Brasil e conversam com eles por chamada de vídeo”, contou Flávia Cury.

Para a dona Aparecida, nesse momento está sendo mais difícil ficar em casa, longe de todos, do que aprender a mexer no celular.

“Em três minutos a gente aprende a falar no celular, fazer tudo o que precisa. O difícil é ficar longe”, explica.

Famílias usam a criatividade para matar a saudade dos idosos — Foto: Reprodução/TV TEM Famílias usam a criatividade para matar a saudade dos idosos — Foto: Reprodução/TV TEM

Famílias usam a criatividade para matar a saudade dos idosos — Foto: Reprodução/TV TEM

Para a dona Dirce, de Tatuí (SP), o desafio não foi a internet. Ela contou, em entrevista à TV TEM, que aos 102 anos conseguiu vencer a Covid-19, mas que a maior dificuldade foi ficar longe dos 68 netos e dos mais de 100 tataranetos.

De acordo com duas das netas da idosa, Ana Flávia Xavier e Mara Miranda, a família está mais próxima, mas tomando sempre, todos os cuidados necessários.

“Ela é uma mulher de muita fé, muita fibra e venceu a Covid-19. O que eu falo pra todo mundo é que minha avó precisa ser estudada. Ela é uma super idosa”, conta Ana Flávia.

Idosa de 102 anos que teve Covid é motivo de orgulho para família em Tatuí — Foto: Reprodução/TV TEM Idosa de 102 anos que teve Covid é motivo de orgulho para família em Tatuí — Foto: Reprodução/TV TEM

Idosa de 102 anos que teve Covid é motivo de orgulho para família em Tatuí — Foto: Reprodução/TV TEM

Com paciência, vão conseguir se abraçar novamente, mas enquanto isso não é possível, as lembranças e a saudade podem ser estabelecidas pelos meios de internet, portões ou janelas de casa e dessa maneira, as famílias se mantém unidas.

“Ela foi uma vencedora também do coronavírus. Foi assintomática, mas com 102 anos está aqui com saúde. Por isso, agradecemos à Deus e isso é uma maneira de comemorar a vida, comemorando o dia dos avós”, finaliza Mara Miranda.

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By Tribuna ABC

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