Priscila foi encontrada morta em seu carro na capital — Foto: Arquivo Pessoal
Priscila foi encontrada morta em seu carro na capital — Foto: Arquivo Pessoal
A Polícia Civil faz buscas pelo ex-marido de uma professora de São José dos Campos encontrada morta carbonizada na capital paulista. De acordo com a polícia, a mulher havia saído de casa para ir ao supermercado, mas desapareceu. Ela foi encontrada um dia depois carbonizada dentro de seu carro na capital. O ex-companheiro não aceitava a separação e é o principal suspeito do crime.
Priscila Gonçalves Almeida da Silva, de 28 anos, saiu de casa no dia 17 de julho para fazer compras em um supermercado próximo da casa onde morava com os dois filhos. Segundo a família, ela deixou o imóvel no fim da tarde e não deu mais notícias.
Por volta das 0h, estranhando a falta de notícias, o irmão acionou a polícia e família começou as buscas por ela. O pai de Priscila, Rodolfo da Cruz, conta que ainda no dia do desaparecimento foi até a delegacia e que na busca pelo carro dela, encontraram uma passagem por um radar na capital.
Na manhã seguinte, policiais fizeram buscas e encontraram o veículo em uma estrada no bairro Jardim Ângela. O carro estava completamente queimado e no banco de trás o corpo de Priscila.
Não foi possível fazer o reconhecimento visual da vítima ou por arcada dentária por causa do estado do corpo. Com base nos elementos, a polícia concluiu ser o corpo de Priscila, mas ainda aguarda os laudos do exame de DNA.
Crime passional
A polícia trabalha com a hipótese de crime passional. Priscila foi casada por oito anos com ex-companheiro, de 34 anos. Com ele teve dois filhos, meninos de seis e nove anos. Ela havia se separado um mês antes do crime e, segundo a família, ele não aceitava a separação.
O pai, Rodolfo da Cruz, conta que após a separação ele passou a perseguir a vítima e chegou a invadir sua nova casa. “Ele não aceitava que agora ela teria liberdade, que estava vivendo a vida dela. A gente chegou a conversar, mas ele nunca tinha sido agressivo com ela, nunca imaginamos isso”, conta.
No dia do desaparecimento, a família tentou contato com o ex-marido, mas desde então ninguém tem notícias de seu paradeiro. O desaparecimento foi um dos pontos que levantou a suspeita da polícia, que pediu sua prisão.
“Não deixou nem o corpo para que a gente pudesse se despedir. Minha filha era uma pessoa incrível, uma mãe ótima. Roubou o futuro dela e dos filhos”, lamenta o pai.
A família organizou um ato em memória de Priscila e um protesto contra o feminicídio. A ação vai acontecer neste domingo (16) na Praça do Sapo, na região central.
