O Plano São Paulo de retomada da economia permaneceu sem alterações na atualização divulgada nesta sexta-feira (14), pelo Governo do Estado de São Paulo, durante coletiva de imprensa. O Alto Tietê, que faz parte da sub-região leste, segue na Fase 3 – Amarela.
A partir de segunda-feira (17), essa será a sexta semana da região na fase, que é considerada de flexibilização. Na última atualização, realizada em 7 de agosto, os municípios do Alto Tietê completaram 28 dias no nível, o que permite reabertura de cinemas e teatros.
Mapa do Plano São Paulo permaneceu sem alterações nesta sexta-feira (14) — Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Mapa do Plano São Paulo permaneceu sem alterações nesta sexta-feira (14) — Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Nesta atualização, nenhum município regrediu ou avançou nas fases de flexibilização. Segundo informações do Governo do Estado, São Paulo segue com o menor índice de ocupação dos leitos de terapia intensiva (UTI) desde o início da avaliação: uma média de 57,8%.
Nesta quinta-feira (13), os hospitais estaduais do Alto Tietê registravam média de ocupação de 52%. A taxa é um dos indicadores levados em consideração pelo Plano São Paulo, que tem como base os seguintes critérios:
- ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
- total de leitos de Covid-19 por 100 mil habitantes;
- variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
- variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
- variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:
- Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
- Fase 2 – Laranja: Controle
- Fase 3 – Amarela: Flexibilização
- Fase 4 – Verde: Abertura parcial
- Fase 5 – Azul: Normal controlado
A permanência do Alto Tietê na fase amarela, além de liberar a retomada de eventos culturais, também mantém o funcionamento dos seguintes setores:
- shoppings centers, galerias e estabelecimentos congêneres, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido de seis horas e adoção dos protocolos padrões e setoriais específicos;
- comércio, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido de seis horas e adoção dos protocolos padrões e setoriais específicos;
- serviços, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido de seis horas e adoção dos protocolos padrões e setoriais específicos.
- bares, restaurantes e similares para consumo local, com ocupação máxima de 40% da capacidade dos assentos, em ambientes abertos ou ventilados, uso obrigatório de máscara e adoção de protocolos geral e específicos para o setor. Nesta semana, o Governo do Estado autorizou que esses estabelecimentos funcionem até as 22h, e não mais até as 17h, como previsto anteriormente, em regiões que estão há 14 dias na fase amarela;
- salões de beleza, com ocupação máxima de 40% da capacidade, funcionamento máximo por seis horas diárias, uso obrigatório de máscara e adoção de protocolos geral e específicos para o setor;
- academias, com ocupação máxima de 30% da capacidade, funcionamento máximo por seis horas diárias, uso obrigatório de máscara e adoção de protocolos geral e específicos para o setor. No caso das academias, devem ocorrer apenas atividades individuais, com agendamento prévio para os clientes, os equipamentos devem ser limpos ao menos três vezes ao dia, e o uso dos chuveiros dos vestiários precisam ser suspensos, mantendo apenas banheiros abertos.
No entanto, apesar da flexibilização para realização de eventos com controle de acesso, assentos marcados e distanciamento social, a maioria das cidades do Alto Tietê deve manter as restrições, principalmente nos equipamentos públicos. Teatros e centros culturais devem permanecer fechados.
De acordo como Condemat, a reabertura dos cinemas, assim como os eventos em salões e clubes, fica sujeita ao que cada prefeitura definir e aos protocolos de segurança estabelecidos. A tendência é pela manutenção das restrições. “As cidades devem avaliar as atividades que são realmente relevantes e os protocolos de segurança”, afirmou o presidente do Condemat, Adriano Leite.
Histórico
Inicialmente, o Alto Tietê foi classificado na fase vermelha, o que permitia apenas o funcionamento de atividades consideradas essenciais, a exemplo do que vinha acontecendo desde o início da quarentena no estado, em março.
A partir do dia 15 de junho, a região passou para a laranja, considerada de ‘controle’, que permitia o funcionamento de shoppings centers, comércio e serviços como escritórios, imobiliárias e concessionárias, com capacidade limitada a 20%, horário reduzido a quatro horas seguidas e adoção de protocolos padrões e setoriais específicos.
Após quatro semanas, no dia 13 de julho, a região foi reclassificada para a Fase 3, permitindo, assim, maior flexibilização no comércio e a reabertura gradual de setores como bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e academias, todos com restrições e adotando protocolos de segurança.
Após 15 dias nessa etapa, universidades puderam reabrir para atividades práticas, bem como cursos profissionalizantes e de educação não-regular, como de idiomas, música e dança. Ao completar 28 dias, a reabertura do setor cultural também foi permitida, desde que fossem seguidos os critérios de segurança.
Cenário da Covid-19 no Alto Tietê
Entre quarta e quinta-feira desta semana, o Alto Tietê bateu um recorde ao registrar 653 novos casos da Covid-19 em 24 horas. Antes disso, o maior volume de confirmações da doença em um dia tinha sido 602, em 5 de julho.
Também foram somadas mais 10 mortes provocadas pelo novo coronavírus. No total, desde o início da pandemia, a região soma 17,9 mil casos confirmados, 1.073 óbitos e 10.327 pacientes curados, segundo dados enviados pelas Prefeituras a pedido do G1.
