Gari trabalha recolhendo lixo durante a quarentena em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Beneficiários de novo programa do governo de SP deverão trabalhar em atividades de limpeza e zeladoria para receber auxílio de R$ 330 mensais. — Foto: Fábio Tito/G1
Gari trabalha recolhendo lixo durante a quarentena em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Beneficiários de novo programa do governo de SP deverão trabalhar em atividades de limpeza e zeladoria para receber auxílio de R$ 330 mensais. — Foto: Fábio Tito/G1
O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (17) a ampliação de um programa que dá auxílio de R$ 330 mensais para desempregados. O beneficiado precisa trabalhar para a prefeitura de sua cidade por 4 dias na semana e também participar de cursos de qualificação profissional ou alfabetização, oferecidos pelo governo estadual, em 1 dia na semana.
O programa já contemplou 8.523 pessoas em 344 municípios neste ano. Nesta segunda, o governo anunciou a ampliação da iniciativa, com a criação de 10 mil vagas adicionais em todo o estado.
Para participar, o candidato deve ser maior de 17 anos e residir no estado de São Paulo por no mínimo dois anos, além de comprovar que está desempregado há pelo menos um. As inscrições serão feitas em locais definidos pelas prefeituras conveniadas. Além do auxílio, o cidadão também é contemplado com um seguro contra acidentes pessoais.
O vínculo profissional, que têm duração de 6 a 9 meses, prevê que o beneficiado trabalhe seis horas por dia, quatro vezes na semana, nas áreas de zeladoria, limpeza, conservação e manutenção de órgãos públicos municipais, em parceria com as prefeituras conveniadas. Já os cursos obrigatórios são de qualificação profissional ou alfabetização, com carga horária de 150 horas, oferecidos pelo Centro Paula Souza.
Em entrevista coletiva nesta segunda, a secretária de Desenvolvimento Econômico de SP, Patrícia Ellen, disse que o programa cria uma espécie de “auxílio emergencial”, mesmo termo usado para o benefício de R$ 600 mensais disponibilizado pelo governo federal durante a pandemia.
“Nós estamos olhando para a população desempregada, que precisa do auxílio emergencial nesse momento em que estamos vivendo, mas também uma oportunidade de que esse auxílio, quando acabar, essa pessoa tenha uma oportunidade de vida”, disse Ellen.
“Esse programa tem aqui 3 pilares fundamentais: primeiro, uma bolsa para ajudar quem tá precisando, quem tá desempregado, de R$ 330 ao mês; o segundo, que as pessoas recebendo esse benefício possa trabalhar por 6 horas, 4 dias na semana, apoiando em atividades e serviços de zeladoria nos municípios em que residem; e o terceiro é a oportunidade de qualificação profissional”, disse a secretária.
Empregos ‘poupados’ durante a quarentena
O governo de São Paulo também afirmou nesta segunda-feira (17) que as flexibilizações da quarentena permitidas no Plano São Paulo, com a abertura de setores de acordo com a classificação das regiões, permitiram que 318 mil empregos fossem preservados durante a epidemia.
Segundo o governo, a conclusão é de um estudo realizado pelo economista Eduardo Haddad, que é membro do Conselho Econômico da gestão João Doria, e pesquisadores da USP.

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De acordo com a coordenadora do Comitê Econômico do estado, Ana Carla Abrão, o estudo comparou quantos empregos seriam perdidos caso todas as regiões estivessem na fase mais restrita da quarentena (vermelha) com as fases mais permissivas (laranja e amarela). Atualmente, 86% da população do estado vive em áreas classificadas na fase amarela do plano.
“O cálculo pega uma região de São Paulo, como a Grande São Paulo, e avalia quanto tempo ficou no vermelho, depois migrou para amarelo ou laranja. Cada variação dessa ele consegue comparar com o estado sempre em vermelho. E aí vê quantos empregos teriam sido perdidos se a gente mantivesse aquele tipo de atividade econômica referente àquela fase vermelha”, diz.
