Para avançar para fase verde do plano de reabertura da economia, cidade de SP ainda precisa melhorar indicador. Taxa de ocupação de leitos de UTIs é de 57,4% no estado por Covid-19
A taxa de ocupação de leitos de UTI vem caindo em São Paulo e está abaixo de 60% no estado como um todo e também na Grande São Paulo. As novas internações diárias de pacientes com Covid-19 se mantêm estáveis, mas são menores do que as verificadas em meses anteriores da pandemia.
A média móvel diária de novas internações de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 foi de 1.677 no estado neste domingo (16). Há 14 dias, o valor era de 1.770. A variação de -5% no período indica estabilidade, segundo os especialistas. A maior média de novas internações diárias no estado foi de 1.925, registrada em 16 de julho.
Na cidade de São Paulo, o maior valor foi alcançado em junho. Embora a média também se mantenha atualmente estável em um valor menor que o de junho, a cidade ainda precisa melhor para avançar para a fase verde do Plano São Paulo de reabertura da economia.
A média móvel de internações diárias chegou a 551 neste domingo na capital. A variação é de -6% em relação a 14 dias, o que também representa estabilidade. O ponto mais alto dessa curva foi registrado no dia 16 de junho, quando a média móvel das internações na capital era de 830.
Na Grande São Paulo, 55% dos leitos de UTI estão ocupados com pacientes da Covid-19. Já na capital, a média de ocupações nos últimos sete dias é de 66%.
Os números podem parecer confortáveis nesse momento, já que no auge da pandemia a capital chegou a ter mais de 90% dos leitos ocupados. Mas a sensação de que o pior já passou preocupa o poder público e os médicos, que temem relaxamento das medidas de proteção.
O infectologista Jamal Suleiman, do Hospital Emilio Ribas, diz que se a população deixar de usar máscaras, higienizar as mãos e manter o isolamento social, a doença pode se espalhar de novo, e rapidamente.
“A gente pode comemorar? Não pode. Por que como que você atinge esse instante? A gente está atingindo esse instante, porque a gente está tomando as medidas”, diz.
A cidade registrou média de 68 novas internações por 100 mil habitantes na última reclassificação do Plano São Paulo. Para avançar para fase verde, precisa diminuir esse número para menos de 40 internações por 100 mil habitantes.
Mesmo assim, a prefeitura já abriu mão dos leitos contratados de três hospitais da rede privada. Mas decidiu prorrogar o contrato do Hospital de Campanha do Anhembi, que acabaria no dia 31 de agosto, para até o fim de setembro.
O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, quer ver os efeitos da reabertura, antes de fechar a unidade.
“Foi uma medida de segurança nós ampliarmos a utilização do Anhembi por pelo menos mais um mês, até que a gente abra os novos 22 leitos do Sorocabana (abrimos 35), e também quando a gente possa abrir no início de setembro, meados de setembro, o Hospital Brigadeiro, diz Aparecido.
O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, também quer esperar a evolução da pandemia antes de fechar o Hospital de Campanha do Ibirapuera. Hoje, metade dos leitos da unidade está ocupada por pacientes que vieram da região de Campinas.
“Baseado nessa análise nós estaremos definindo se ele pode ser desfeito, assim como vários dos hospitais que estão abertos para Covid exclusivamente possam retornar as suas atividades de base”, afirma.
Segundo último balanço, 70 dos 310 leitos do hospital de Campanha do Anhembi estão ocupados. O Ibirapuera está com 140 pacientes internados e a capacidade é para 268.
Média de novas internações de pacientes com Covid-19 se mantém estável no estado de SP e ocupação de UTIs cai
