Ribeirão Preto tem 13,5 mil pacientes recuperados da Covid-19, aponta Prefeitura


Moradoras curadas relatam vitórias e incertezas ao longo do tratamento. Cidade soma 18.779 casos positivos de novo coronavírus. Prefeitura de Ribeirão Preto estima mais de 13,5 mil recuperados da Covid-19
A influenciadora digital Babi Prates é um dos 13,5 mil pacientes curados do coronavírus em Ribeirão Preto (SP), de acordo com dados da Prefeitura. Quase cinco meses após a infecção, ela ainda sente resquícios dos sintomas, como cansaço e perda de olfato, mas se considera uma vencedora.
“Não é uma simples gripezinha, mas também não é aquela coisa desesperadora que você vai pegar e vai morrer”, diz.
Dados do boletim epidemiológico desta segunda-feira (17) apontam que a cidade tem 18.779 casos confirmados de Covid-19.
Babi diz ter vivido duas semanas marcadas por incertezas e angústias. A influenciadora conta que começou a sentir dor no corpo e, a princípio, acreditou que tinha abusado dos exercícios físicos que fazia dentro de casa.
No entanto, com o surgimento de febre, cansaço, dores nos olhos, na cabeça e as perdas do olfato e do paladar, a jovem decidiu procurar um laboratório e descobriu que havia sido infectada pelo vírus.
“Como peguei no começo, era muito incerto”, diz. “Todo dia eu acordava e pensava ‘Meu Deus, é hoje que vou para o hospital’. Era uma angústia. Você tem que ficar sozinha, ninguém pode te ajudar. Eu não descia nem na portaria.”
Recuperada da Covid-19, influenciadora voltou a treinar para maratonas em Ribeirão Preto
Babi Prates/Acervo pessoal
A influenciadora, que também é atleta, diz que somente um mês atrás se sentiu apta para voltar a correr novamente. Ela aproveitou o isolamento social para treinar em casa, tanto antes quanto depois da doença, mas avalia que o desempenho físico está prejudicado.
“Estou melhorando bastante, mas depois de muito tempo. Ainda sinto dificuldade para correr. Não é a mesma coisa. É um cansaço diferente”, diz.
Babi diz que já fez um teste para descobrir se o sistema imunológico dela havia criado anticorpos contra o SARS-CoV-2, vírus que causa a Covid-19, e ficou feliz ao descobrir que estava imunizada. Mesmo assim, ela não dispensa o uso de máscara e álcool em gel.
“É um alívio gigantesco. Você volta a levar a vida de um jeito um pouco mais leve, porque está todo mundo muito apreensivo em pegar, e tem que estar mesmo”, diz a influenciadora, que doou sangue para um estudo do Hospital das Clínicas (HC) que usa plasma para tratar pacientes graves.
Recuperada da Covid-19, influenciadora doou plasma para tratamento de pacientes graves em Ribeirão Preto
Babi Prates/Acervo pessoal
A vigilante Marcela Dambrowski dos Santos, que trabalha no HC, também foi infectada. Diferente de Babi, Marcela diz que está completamente recuperada. Ela fez o teste após sentir febre e coriza, além de perder o olfato e o paladar, mas não teve sintomas graves e, 12 dias depois, pôde voltar ao trabalho.
“Não fiquei com medo nem apreensiva, porque tive o atendimento médico adequado, não precisei usar nenhum medicamento a não ser um antitérmico para febre e já estou 100% na ativa”, diz.
Vigilante do HC de Ribeirão Preto diz que se sente completamente recuperada da Covid-19
EPTV/Reprodução
O infectologista Amauri Lelis Dal Fabro, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), diz que a maioria das pessoas tem sintomas por 14 dias, mas outros relatam que o cansaço, a perda de olfato e do paladar demoram mais para voltar à normalidade, o que indica que a doença precisa ser melhor estudada.
“Nós conhecemos ainda pouco sobre isso, mas a gente tem visto relatos de que algumas pessoas demoram um pouco mais para se recuperar”, diz. “Não conseguem executar atividades com a mesma intensidade que executavam antes de ficarem doentes. Isso precisa ser acompanhado.”
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By Tribuna ABC

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