
De acordo com o secretário Marcos Palermo, profissional justificativa atitude por conta de pendências em pagamentos por parte da prefeitura. Médico ainda não se manifestou. UPA da Vila Prado em São Carlos
Vitor Diagonel/EPTV
O Secretário de Saúde de São Carlos (SP), Marcos Palermo, registrou um boletim de ocorrência, nesta terça-feira (18), contra um médico plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da Vila Prado, que estaria se negando a atender pacientes de baixa complexidade há alguns meses.
O caso também foi relatado ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e será apurado pela prefeitura através de uma sindicância.
De acordo com o secretário, o servidor alegou que há pendências em pagamentos por parte da prefeitura. O G1 tentou contato com o médico plantonista, mas ele informou que só poderia atender após as 19h.
Relato
O secretário de Saúde de São Carlos, Marcos Antônio Palermo
Reprodução/EPTV
De acordo com Palermo, a secretaria foi procurada por duas médicas plantonistas que relataram a situação na unidade e a sobrecarga do trabalho devido à negação de um dos colegas para atender casos de baixa complexidade.
Em um dos levantamentos feitos pela secretaria, foi constatado que o médico em questão atendeu de 10 a 15 pessoas durante um plantão, enquanto uma das médicas realizou o atendimento de 80 pacientes.
O secretário informou ainda que o caso já acontece há alguns meses e que já tentou conversar com o servidor para que ele reconsiderasse sua decisão, mas não teve resultados.
“O que ocorre é que ele ficou relutante, disse que tem uma questão trabalhista para acertar com a prefeitura de alguns proventos que ele requer através de processos que estão sendo averiguados pela Secretaria de Gestão e Pessoas, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse.
Segundo Palermo, a postura do médico plantonista pode caracterizar uma possível negligência profissional, considerando que ele é servidor publico, concursado e tem por obrigação atender todos os pacientes e praticar o serviço contratado.
“Nós vivemos em um momento pandêmico e a importância de um profissional médico nesse momento é sumária e não posso permitir isso. Uma coisa é ele requerer os direitos trabalhistas, outra coisa é ele exercer a função dele dignamente. Não há nexo casual nisso, isso é imoral”, disse.
Pendências em pagamento
Pacientes esperam por atendimento em UPA da Vila Prado em São Carlos
Paulo Chiari/ EPTV
Ainda segundo Palermo, a Saúde já enviou um documento redigido pelo médico plantonista para a para Secretaria de Gestão e Pessoas, que seria responsável pela supostas pendências de proventos. “Nós enviamos para análise, avaliação e, se houver justificativa, que já faça o pagamento”.
Em nota, a prefeitura acrescentou que a suposta postura de negar atendimento a pacientes de qualquer complexidade não é permitida por lei e nem prevista em contrato.
O G1 questionou o andamento da apuração por parte da Secretaria de Gestão e Pessoas sobre possíveis pendências no salário do médico, mas a prefeitura não respondeu.
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