Anvisa libera produção do ventilador pulmonar da USP após cinco meses do anúncio do projeto

Respirador pulmonar 'Inspire', desenvolvido pela USP, recebeu aprovação da Anvisa. Aparelho de uso emergencial pode ser produzido em duas horas e é 15 vezes mais barato — Foto: Divulgação/Universidade de São Paulo/Governo do Estado Respirador pulmonar ‘Inspire’, desenvolvido pela USP, recebeu aprovação da Anvisa. Aparelho de uso emergencial pode ser produzido em duas horas e é 15 vezes mais barato — Foto: Divulgação/Universidade de São Paulo/Governo do Estado

Respirador pulmonar ‘Inspire’, desenvolvido pela USP, recebeu aprovação da Anvisa. Aparelho de uso emergencial pode ser produzido em duas horas e é 15 vezes mais barato — Foto: Divulgação/Universidade de São Paulo/Governo do Estado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a produção do ventilador pulmonar Inspire, desenvolvido pela Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), após cinco meses de do anúncio do projeto e testes com o aparelho.

De acordo com a universidade, o órgão autorizou a fabricação, comercialização e doação dos equipamentos no dia 13 de agosto.

No dia 20 de março, um grupo de grupo de aproximadamente 200 pesquisadores da USP, entre engenheiros biomédicos, mecânicos, mecatrônicos, eletrônicos e de produção, se articulou no desenvolvimento do respirador de uso emergencial, que pode ser produzido em até duas horas e é 15 vezes mais barato dos que os aparelhos disponíveis no mercado.

“Conseguir viabilizar um produto inovador do zero, em poucos meses, é um feito notável para os padrões brasileiros. Apesar dos avanços, nós, como nação, temos que melhorar nossos processos de inovação para sermos mais competitivos internacionalmente”, disse o professor Marcelo Zuffo, um dos coordenadores do estudo, cujo objetivo era suprir uma possível demanda do equipamento hospitalar durante a pandemia do coronavírus.

Em abril, o aparelho foi testado em animais com resultados promissores e, em seguida, em humanos. Àquela altura, o “Inspire” foi enviado para a Anvisa, que solicitou mais testes. Em maio, no auge da pandemia, o Ministério Público pediu esclarecimentos ao governo do estado sobre o motivo para não implementar o uso dos respiradores no combate à pandemia do coronavírus.

Em junho, as equipes da USP ainda respondiam a questionamentos da Anvisa, que solicitava o cumprimento a mais exigências técnicas. Paralelamente, os pesquisadores já recebiam encomendas e prometeram enviar 10 unidades ao Instituto do Coração (Incor).

Agora, com a liberação da Anvisa, a equipe pode se concentrar na produção de mais mil unidades junto ao Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTM-SP) para doação a cidades brasileiras com alta demanda do equipamento.

Para o professor Raúl Gonzalez Lima, idealizador do projeto, “a pandemia tem sido uma oportunidade para dar ênfase a uma das principais missões da Universidade, que é atender às demandas da população”.

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By Tribuna ABC

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