Quase 40% dos moradores da Vila Jacuí, na Zona Leste de SP, já tiveram contato com o coronavírus, aponta mapeamento

Fila para teste de Covid-19 em posto da Brasilândia, Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1 Fila para teste de Covid-19 em posto da Brasilândia, Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

Fila para teste de Covid-19 em posto da Brasilândia, Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

37,3% dos moradores da Vila Jacuí, na Zona Leste de São Paulo, já tiveram contato com o novo coronavírus. O índice é resultado de exame sorológico do tipo rápido, realizado por uma iniciativa do governo do estado, por meio do Instituto Butantan, e a prefeitura da capital paulista.

Os testes foram realizados no dia 14 de julho. Segundo o governo, foram feitos tanto testes sorológicos quanto do tipo PCR. No total, 2.690 pessoas foram testadas. No caso do PCR, que identifica os casos ativos, 27,9% tiveram resultado positivo.

Já a testagem feita no Jardim Santo André, outro bairro da Zona Leste da capital, com 1.155 pessoas, mostrou que 6,6% tiveram resultado positivo para o teste sorológico e 5,4% para o PCR.

O secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn, disse que o resultado ainda intriga o governo.

“Isso nos traz dúvida, por que numa região tenho uma circulação muito maior de vírus do que na outra?”, disse o chefe da pasta.

O secretário afirmou, entretanto, que em todas as regiões em que se identifica o vírus, são tomadas medidas para que não se tenha uma maior disseminação da doença.

Ação de testagem para Covid-19 na Brasilândia, na Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1 Ação de testagem para Covid-19 na Brasilândia, na Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

Ação de testagem para Covid-19 na Brasilândia, na Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

O secretário, acompanhado do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, participou na manhã desta quarta-feira (19) de mais uma etapa da pesquisa.

Nesta quarta, testes começaram a ser feitos na Brasilândia, na Zona Norte, o segundo distrito com mais mortes pela doença na capital. Em dois dias, a previsão é realizar 1.257 testes, sendo 880 do tipo rápido (sorológico) e 377 do PCR.

Os testes foram agendados pelas equipes de vigilância em saúde. Ao fazer o teste, os moradores respondem a um questionário. São questionados, por exemplo, se já tomaram a vacina da gripe, se estão com algum sintoma e com quantas pessoas moram. O resultado do teste rápido é enviado por celular.

Oelinton, fiscal de ônibus, em posto onde ocorre ação de testagem para Covid, na Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1 Oelinton, fiscal de ônibus, em posto onde ocorre ação de testagem para Covid, na Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

Oelinton, fiscal de ônibus, em posto onde ocorre ação de testagem para Covid, na Zona Norte de SP — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

O fiscal Oelinton Batista dos Santos, de 59 anos, trabalha em um terminal de ônibus na Brasilândia e disse que veio por prevenção, mas nunca apresentou sintomas. “Tenho muito contato com o público né”.

Já Edna Ramalho, de 53 anos, acredita que já teve a doença, assim como o marido e os dois filhos. “Fica a dúvida, se eu eu tive uma gripe muito forte. E não tinha condições de fazer o exame”.

Edna acredita que já foi contaminada pelo coronavírus — Foto: Paula Paiva Paulo/G1 Edna acredita que já foi contaminada pelo coronavírus — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

Edna acredita que já foi contaminada pelo coronavírus — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

Promovida pelo Instituto Butantan, o inquérito sorológico é realizado pelo poder público com o objetivo de descobrir qual a prevalência do vírus na população.

A Prefeitura de São Paulo realiza outro estudo, que aponta que a cidade já teve 1,3 milhão de casos da doença.

CORONAVÍRUS

By Tribuna ABC

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