
Produtos mais consumidos na pandemia subiram de valor acima da inflação
Os preços dos produtos mais consumidos durante a pandemia do coronavírus subiram acima da inflação em agosto em São Paulo, de acordo com um levantamento feito pela Federação do Comércio (Fecomercio).
Na capital paulista e na Região Metropolitana, o item da cesta básica que mais aumentou foi o feijão carioca (46,7%), seguido pelo músculo (27,9%) e pela laranja pera (26,7%).
A pesquisa revelou que, apesar de a inflação ter ficado em baixa no mês, os alimentos consumidos em casa subiram 11%, já a alimentação fora de casa e bebidas cresceu 7,9%.
Outros produtos que aumentaram de preço foram os de cuidados pessoais (4,7%), artigos de limpeza (4,16%) e de serviços de saúde (6,09%).
“Muitas pessoas estão cozinhando em casa, ficando em domicílio ao longo dos últimos meses, isso é evidente […] Essa pressão de demanda por alimentos dentro do supermercado, alimentos in natura, alimentos pra você usar em cozimento dentro de casa acabou ajudando não só a volatilidade como também viés um pouco mais alto em alimentos”, disse Fábio Pina, da Fecomércio.
A mudança nos preços refletiu nas escolhas dos consumidores e os especialistas dizem que a tendência para os mês de setembro ainda é de alta nos preços.
O gerente de loja, Alexander Lima, conta que tenta colocar preços mais atrativos aos consumidores, mas diz que enfrenta dificuldades.
“A gente procurou baixar a nossa margem para poder manter os preços na média, para não precisar aumentar muito além do que deveria aumentar, mas a perspectiva não é boa”, disse o gerente Alexander Lima.
