
Empresa vencedora da licitação ofereceu R$ 280 milhões na concorrência para modernizar a área e preservá-la por 22 anos. Projeto foi anunciado pelo governador no ano passado, quando ele disse ter se inspirado no bairro argentino que possui um porto às margens do Rio da Prata com bares e restaurantes. Governador reassumiu compromisso de despoluir Rio Pinheiros até 2022. Foto de arquivo mostra Usina Elevatória de Traição, no Rio Pinheiros, localizada na altura da Ponte Engenheiro Ari Torres, na Zona Sul de São Paulo
Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo
João Doria (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (4) que o governo de São Paulo deu mais um passo para implementar o “Puerto Madero” paulistano como área de lazer para a população. De acordo com o governador, o processo de licitação para concessão da Usina de Traição, onde o projeto será desenvolvido, foi concluído, com uma empresa escolhida na concorrência, após oferecer valor 1.900% acima do esperado.
“A antiga Usina de Traição, agora denominada Usina São Paulo, foi concedida ao setor privado por 22 anos, com uma proposta de R$ 280 milhões, 1.900% de ágio sobre o valor original. Esta é a outorga, é o dinheiro que o setor público receberá pela exploração da Usina São Paulo pelo setor privado. E mais: 8% de outorga variada também para a EMAI, de acordo com os resultados advindos da exploração da usina”, disse Doria em entrevista coletiva junto ao prefeito Bruno Covas (PSDB).
O projeto foi anunciado pelo governador no ano passado, quando ele disse ter se inspirado no bairro argentino que possui um porto às margens do Rio da Prata. O local, que é repleto de bares e restaurantes, se tornou um ponto turístico em Buenos Aires, e Doria quer o mesmo junto ao Rio Pinheiros, nas imediações da Ponte Ary Torres, Zona Sul da capital.
“É uma prova de confiança no plano de revitalização do Rio Pinheiros, e eu reafirmo aqui o compromisso do governo do estado de São Paulo de entregar o Rio Pinheiros despoluído até 31 de dezembro de 2022. Entregaremos o rio limpo para a população do estado de São Paulo e, sobretudo, da capital, até dezembro de 2022”, comemorou o governador.
O edital de concorrência, que concede à iniciativa privada o uso dos espaços para implantação da “Puerto Madero”, com a contrapartida de que a área seja modernizada e conservada, chegou a ser temporariamente suspenso por duas vezes, uma fevereiro, a pedido da Justiça e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e outra em abril, novamente por solicitação da Corte, que pediram aperfeiçoamento do processo, garantindo concorrência justa entre as empresas interessadas.
Despoluição do Rio Pinheiros
A reforma e o novo uso da Usina São Paulo são eixos do projeto de despoluição do Rio Pinheiros. A proposta é de que a usina continue a funcionar, mas que o prédio, atualmente ocioso, revitalize as margens abrigando cafés e píeres, após a melhoria da qualidade das águas.
A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo tem a meta de entregar o rio com águas mais claras e sem cheiro em 2022, por meio da estratégia de expandir o saneamento básico, com maior alcance da coleta e do tratamento de esgoto, de responsabilidade da Sabesp.
Força-tarefa foi convocada para despoluir Rio Pinheiros
Arte/G1
Doria diz que repassou Usina de Traição ao setor privado para criar ‘Puerto Madero’ no Rio Pinheiros por valor acima do esperado
