
ONU alerta que pandemia está desencadeando ‘um tsunami de ódio e xenofobia’. Noruega e Suíça vão aliviar as restrições impostas para impedir o avanço da pandemia. 8 de maio: muçulmanos com roupas protetoras contra o coronavírus rezam em frente à Mesquita Nacional Baitul Mukarram durante o Ramadã, mês sagrado no Islã, em Dhaka, Bangladesh.
Munir Uz Zaman / AFP
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou nesta sexta-feira (8) que a pandemia do novo coronavírus está desencadeando “um tsunami de ódio e xenofobia”. Ele fez um apelo para que as pessoas façam um “esforço para acabar com o discurso de ódio globalmente”.
A Itália se tornou, nesta sexta-feira (8), o terceiro país a registrar 30 mil mortes pela Covid-19. Houve 243 novos óbitos anunciados, uma diminuição em relação aos números de quinta-feira.
Os Estados Unidos e o Reino Unido já haviam batido essa marca.
Na França, foram registadas 243 novas mortes pelo novo coronavírus, elevando o total de óbitos para 26.230.
A China afirmou que apoia a criação, após o fim da pandemia, de uma comissão liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para avaliar “a resposta mundial” ao novo coronavírus. A declaração foi feita após forte pressão internacional, sobretudo por parte dos Estados Unidos e da Austrália, a favor de uma investigação sobre o surgimento do novo coronavírus.
A OMS reforçou a importância dos “princípios básicos” da vigilância em saúde pública para controlar a pandemia de coronavírus.
O diretor de programas de emergência da agência de saúde da ONU, Michael Ryan, disse em entrevista coletiva que a resposta para o combate ao surto de Covid-19 se mantém a mesma, e envolve mais testes e isolamento social.
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Na manhã desta sexta-feira, o número de registros de morte pela Covid-19 ultrapassou os 270 mil, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins. O país com mais mortes são os Estados Unidos com mais de 75,6 mil mortes. O Brasil tem o sexto maior número.
Flexibilização do isolamento
Comparação entre países mostra que isolamento achata curva de transmissão da Covid-19
A Suíça vai flexibilizar as restrições à movimentação de pessoas da Europa e planeja abrir as fronteiras aos países vizinhos. O governo anunciou que vai testar, neste mês, um aplicativo de rastreamento de contato para smartphones para alertar pessoas que estiveram muito próximas de alguém que foi diagnosticado com a Covid-19. A ideia é tentar evitar uma segunda onda de contágio.
A Noruega irá aliviar as restrições impostas para impedir o avanço da pandemias. Na próxima semana, todas as escolas serão reabertas com medidas de proteção. O número máximo de pessoas que podem se reunir vai passar de cinco para 20 e as equipes esportivas poderão retomar os treinos.
Parques de diversões, bares e clubes poderão reabrir a partir de 1º de junho, desde que sejam observadas as regras de distanciamento social. O país registrou 8 mil casos contaminação e mais de 200 mortes pelo novo coronavírus.
A Dinamarca anunciou que os shoppings centers poderão reabrir no dia 11 de maio. Já museus, teatros, cinemas, parques e zoológicos reabriram 8 de junho.
O prefeito de Milão, na Itália, publicou uma nota em que ameaçou fechar espaços públicos na cidade depois de ver imagens transmitidas pela TV que mostravam multidões socializando. “As imagens de ontem da região de Navigli (bairro da cidade) eram uma desgraça”, ele disse.
À medida que saem de semanas de isolamento, as pessoas se deparam com sinais marcando o distanciamento social necessário em tempos de pandemia. Estão sendo usados ao redor do globo: pontos no chão, linhas, quadrados dentro de quadrados, corações de amor e rostos sorridentes.
Homem aguarda ao lado de um marcador de distanciamento social em shopping center em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no dia 5 de maio de 2020
Ahmed Jadallah/Reuters
A África do Sul anunciou que quase 20 mil prisioneiros considerados de baixo potencial de risco podem receber liberdade provisória para impedir a disseminação da Covid-19 nas penitenciárias.
A ONU havia feito um pedido para que os países redução suas populações carcerárias para que essas pessoas consigam observar regras de distanciamento social.
A organização já afirmou que cerca de 190 mil pessoas podem morrer de Covid-19 no continente africano durante o primeiro ano da pandemia se as medidas de contenção falharem.
Militares vigiam distribuição de alimentos em Diepsloot, perto de Joanesburgo, na África do Sul, nesta sexta-feira (8)
Siphiwe Sibeko/ Reuters
A Itália teve um dos confinamentos mais restritos da Europa, mas, a partir desta semana, as regras foram amenizadas. Isso deu mais liberdade para as pessoas, mas as autoridades insistem na necessidade de manter distanciamento social.
A Espanha registrou 229 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas; no dia anterior, tinham sido 213. Segundo o ministério da Saúde espanhol, 26.299 pessoas morreram pela doença no país.
No Japão, os critérios para quem deve fazer o teste para detectar a presença do Sars-Cov-2 mudaram. Agora quem tiver dificuldade de respirar ou febre poderá procurar os serviços médicos. Até esta sexta, os pacientes precisavam ter febre de pelo menos 37,5ºC por quatro dias consecutivos para procurar assistência em um centro de saúde pública, onde os profissionais decidiam aplicar ou não o teste. A norma antiga foi criticada porque dificultou rastrear o surto.
Os operadores da Tokyo Disneyland e da Tokyo Disney Sea prorrogaram o “fechamento temporário” do parque temático. A data de reabertura será anunciada após o fim do estado de emergência que vigora no país.
Na Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, será reforçado o pedido para usar máscaras. Um manobrista de Donald Trump foi diagnosticado com a Covid-19.
Em entrevista em uma rede de TV, o presidente do país foi perguntado sobre as pessoas que servem comida a ele passariam a usar máscaras. Foi então que ele revelou a infecção do manobrista e o fato de que os funcionários vão se precaver mais no ambiente de trabalho.
A taxa de desemprego nos EUA atingiu recorde histórico de 14,7%, segundo dados do Departamento do Trabalho divulgados nesta sexta-feira (08). Cerca de 20,5 milhões de postos de trabalho desapareceram em abril durante a crise causada pela pandemia de Covid-19.
Comemoração contida
Aviões da Royal Air Force realizam um sobrevoo no centro de Londres para marcar o 75º aniversário do Dia da Vitória na Europa, que marca o fim da Segunda Guerra
Dave Jenkins / AFP
As cerimônias em comemoração dos 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa acontecem nesta sexta-feira (8) em condições restritas devido à pandemia do novo coronavírus.
Foram adotados protocolos diferenciados para recordar a capitulação nazista no continente europeu, o mais atingido até agora pela Covid-19, onde mais de 150 mil pessoas morreram.
A Segunda Guerra Mundial deixou cerca de 60 milhões de mortos no mundo. O conflito terminou na Europa com a invasão de Berlim por tropas soviéticas e a rendição dos alemães em 8 de maio de 1945, mas só foi completamente encerrado em 15 de agosto, após a capitulação japonesa.
Brasil
6 de maio, Manaus: homem chora enquanto caixões são enterrados em local escavado para vítimas suspeitas e confirmadas de Covid-19 no Cemitério de Nossa Senhora.
Michael Dantas/AFP
Um novo relatório do Imperial College de Londres, com foco específico no Brasil, recomenda ações mais duras para conter a expansão do novo coronavírus e e evitar a sobrecarga do sistema de saúde.
Fortaleza começa a colocar em prática o chamado “lockdown”, que impõe medidas mais restritivas de tráfego e circulação de pessoas como forma de conter o avanço do novo coronavírus. Entenda mais sobre como a medida funciona.
Sandra Cohen: Pandemia acentua isolamento e perda de liderança do Brasil diante dos vizinhos da América do Sul
Segundo levantamento feito pelo G1 junto às secretarias estaduais de Saúde, o país tinha, até esta sexta-feira (8), mais de 9,2 de mil mortes pela Covid-19. Consulte aqui quantos casos e mortes há em sua cidade.
Na quinta-feira (7), o periódico de publicação científica “The Lancet”, um dos mais respeitadas do mundo, publicou um editorial em que afirma que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, “precisa mudar drasticamente seu rumo ou terá que ser o próximo a sair”. A publicação afirmou que “‘talvez a maior ameaça à resposta à Covid-19 para o Brasil seja o seu presidente”.
A rede de televisão americana CNN também falou da situação do Brasil nesta sexta (8). A rede destacou a fala do presidente de que “o pior já passou”, dita nesta semana em frente ao Palácio do Alvorada.
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Um terço dos 2,7 milhões de moradores de Guayaquil, no Equador, contraiu a Covid-19, segundo a prefeita da cidade. Brasileiros relataram urubus no céu da cidade, no mês passado, depois de mais de 700 corpos de vítimas da Covid-19 terem sido achados em casas. Tanto o sistema hospitalar quanto os necrotérios do Equador entraram em colapso pela pandemia.
Um preparador de goleiros brasileiro decidiu deixar a Bielorrússia, ou Belarus: ‘medo de morar onde pandemia não é levada a sério’.
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