
Preços de itens básicos sobem e são alvo de reclamações
O aumento no preço dos alimentos que compõem a cesta básica já trazem impactos nos supermercados das regiões de Piracicaba (SP) e Campinas (SP). A alta do arroz chega a 30% em alguns locais, e com isso, alguns comerciantes chegam a antecipar as compras do estoque para evitar um preço mais alto. Em outros supermercados, os clientes têm ainda limite para comprar alguns alimentos.
O aumento acumulado de itens que fazem parte da cesta básica, como arroz, feijão, leite e óleo de soja, está em 18,85% em média, de acordo com a Associação Paulista de Supermercados (Apas). O número é quase quatro vezes maior que o índice geral de preços dos alimentos, que é de 5%.
Por conta do aumento no preço dos alimentos básicos, como o arroz, comerciantes buscam meios de evitar maiores prejuízos com a venda dos produtos. Um supermercado de Piracicaba (SP) antecipou as compras de estoques para evitar valores mais altos. Em um deles, a informação é que o arroz teve alta de 30% no fornecedor em relação à última compra.
De acordo com a direção do local, mesmo com o aumento de 30%, o valor não pode ser totalmente repassado para o consumidor, por ser uma alta muito grande. Por isso, o preço final aumentou em média de 10% a 15%, dependendo da marca.
1 de 1Supermercado de Piracicaba relata aumento de 30% no preço do arroz no fornecedor — Foto: Reprodução/EPTV
Supermercado de Piracicaba relata aumento de 30% no preço do arroz no fornecedor — Foto: Reprodução/EPTV
Alta nos preços
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) informou que vários fatores influenciam no aumento dos preços, entre eles a alta do dólar em relação ao real, o que estimula a exportação desses produtos.
O período de safra dos alimentos e o crescimento da demanda interna, impulsionado pela pandemia da Covid-19, que trouxe aumento do consumo de produtos básicos, também influenciam nos preços.
A Apas informou, ainda, que recomenda aos supermercados associados que negociem com os fornecedores e comprem somente a quantidade necessária para a reposição. Além disso, que ofereçam aos consumidores opções de substituição aos produtos mais impactados pelos aumentos.
A EPTV, afiliada TV Globo, também circulou por supermercados de Campinas (SP). Em alguns deles, os clientes têm uma limitação na quantidade de pacotes que podem levar.
Em um supermercado em Barão Geraldo, vários itens estão com limite de compra por cliente. O consumidor só pode levar três pacotes de feijão, quatro de arroz e 12 de óleo de soja. O arroz de cinco quilos varia entre R$ 15 e R$ 20. O óleo de soja está em média R$ 5.
Em outro mercado, também em Campinas, o limite é de três unidades de cada produto. No terceiro supermercado visitado pela equipe da EPTV, há um recado na prateleira explicando o aumento do preço do arroz.
