1 de 2Mogi das Cruzes, que integra o Alto Tietê, está na fase amarela do Plano SP — Foto: Ney Sarmento/Prefeitura de Mogi
Mogi das Cruzes, que integra o Alto Tietê, está na fase amarela do Plano SP — Foto: Ney Sarmento/Prefeitura de Mogi
As cidades do Alto Tietê devem permanecer na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo de retomada da economia até outubro, anunciou o Governo do Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (11), durante uma coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.
Segundo o Estado, as reclassificações do Plano SP, que antes eram semanais, agora ocorrerão mensalmente. Dessa forma, o próximo anúncio sobre a colocação dos municípios nas fases deve ocorrer somente no dia 9 de outubro.
Com a mudança, no entanto, a Fase 2 – Laranja deixa de existir. Caso os indicadores voltem a piorar, os municípios serão reclassificados imediatamente na Vermelha, onde apenas os serviços essenciais estão autorizados a funcionar, mesmo que isso ocorra antes da próxima atualização.
2 de 2Classificação das regiões no Plano São Paulo nesta sexta-feira (11) após a 13ª atualização. — Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Classificação das regiões no Plano São Paulo nesta sexta-feira (11) após a 13ª atualização. — Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
A partir da próxima segunda-feira (14), essa será a décima semana seguida em que o Alto Tietê, que integra a sub-região leste da Grande São Paulo, juntamente a Guarulhos, permanecerá na Fase 3, considerada de flexibilização.
Ainda de acordo com o Governo do Estado, os leitos de terapia intensiva (UTI) destinados aos pacientes com novo coronavírus (Covid-19) na região tiveram ocupação média de 52,3% na última semana. O dado indica um aumento em comparação com a última sexta-feira (4), quando o índice era de 49,7%.
Com a atualização desta sexta, pela primeira vez, todos os municípios do Estado passam a fazer parte da Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo, permite o funcionamento das seguintes atividades:
- shoppings centers, galerias e estabelecimentos congêneres, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com o funcionamento permitido de praças de alimentação apenas ao ar livre ou em áreas arejadas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
- comércio, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
- serviços, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
- bares, restaurantes e similares para consumo local, somente ao ar livre ou em áreas arejadas, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico. Para cidades que estão há 14 dias ou mais na fase amarela, é permitido o funcionamento até as 22h;
- salões de beleza e barbearias, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
- academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica, com capacidade limitada a 30%, horário reduzido a oito horas, agendamento prévio com hora marcada, permissão apenas de aulas e práticas individuais e adoção dos protocolos geral e setorial específico;
- eventos, convenções e atividades culturais, desde que a região esteja classificada na fase amarela há pelo menos 28 dias, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, controle de acesso, venda apenas on-line e hora e assentos marcados, assentos e filas com distanciamento mínimo, proibição de atividades com público em pé e adoção dos protocolos geral e setorial específico.
O Plano São Paulo
Para começar a retomada de atividades no Estado em 1º de junho, o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS).
A Grande São Paulo foi subdividida em outras seis regiões, sendo uma para a capital e outras 5 para cada grupo de cidades da Região Metropolitana. O Alto Tietê está na região “Grande SP Leste”, juntamente de Guarulhos.
A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma das regiões. Os critérios que baseiam a classificação das regiões são:
- ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
- total de leitos por 100 mil habitantes;
- variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
- variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
- variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
No dia 28 de agosto o Governo do Estado anunciou a adição de dois indicadores fixos, ou seja, que não fazem uma comparação com a semana anterior, para a avaliação da mudança de fase no Plano São Paulo: o número de internações por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e o número de óbitos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.
Esses critérios definem em quais fases de permissão de reabertura a região se encontra:
- Vermelha: Alerta máximo
- Amarela: Flexibilização
- Verde: Abertura parcial
- Azul: Normal controlado
Histórico do Alto Tietê no Plano São Paulo
Inicialmente, o Alto Tietê foi classificado na fase vermelha do Plano São Paulo, o que permitia apenas o funcionamento de atividades consideradas essenciais, a exemplo do que vinha acontecendo desde o início da quarentena no estado, em março.
A partir do dia 15 de junho, a região passou para a fase laranja, considerada de ‘controle’, que permitia o funcionamento de shoppings centers, comércio e serviços como escritórios, imobiliárias e concessionárias, com capacidade limitada a 20%, horário reduzido a quatro horas seguidas e adoção de protocolos padrões e setoriais específicos.
Após quatro semanas, no dia 13 de julho, a região foi reclassificada para a fase amarela, permitindo, assim, maior flexibilização no comércio e a reabertura gradual de setores como bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e academias, todos com restrições e adotando protocolos de segurança.
Após 15 dias nessa etapa, universidades puderam reabrir para atividades práticas, bem como cursos profissionalizantes e de educação não-regular, como de idiomas, música e dança.
Ao completar 28 dias, a reabertura do setor cultural também foi permitida, desde que fossem seguidos os critérios de segurança. Na ocasião, porém, o setor cultural do Alto Tietê avaliou que ainda era cedo para retomar as atividades presenciais.
Números da Covid-19 no Alto Tietê
Também foram confirmados mais 124 novos casos da doença na região. Outros 811 pacientes também foram considerados curados, sendo que 653 foram de Mogi das Cruzes, que realizou uma atualização dos casos, por isso o número elevado de recuperados.
No acumulado desde o início da pandemia, a região soma 23.870 casos confirmados, dos quais 16.179 estão curados.
