1 de 3Droga estava escondida na aba de um boné e foi encontrada por agentes do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Profº Ataliba Nogueira, de Campinas (SP) — Foto: Secretaria de Administração Penitenciária (SAP)
Droga estava escondida na aba de um boné e foi encontrada por agentes do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Profº Ataliba Nogueira, de Campinas (SP) — Foto: Secretaria de Administração Penitenciária (SAP)
Com a suspensão de visitas por conta da pandemia do novo coronavírus, agentes penitenciários têm realizado mais apreensões de drogas escondidas em correspondências. Nas seis unidades prisionais de Campinas (SP) e Hortolândia (SP), o número de ocorrências até agosto já superou os números do ano passado inteiro. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), foram 34 casos nos oito primeiros meses deste ano, contra 27 em 2019.
A estratégia para tentar driblar a varredura feita pelos agentes é variada. No Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Campinas, por exemplo, foram localizados na aba de um boné enviado via Sedex pedaços de papel com K4, uma espécie de maconha produzida em laboratório e que é 100 vezes mais forte que a comum. A encomenda teria sido enviada pela mãe do detento.
No CPP de Hortolândia, embalagens de suco em pó enviadas pelos Correios tinham, na verdade, cocaína em seu interior. Em um bolo, o recheio era de maconha. Nos dois casos, os remetentes eram a mãe e uma irmã dos sentenciados.
2 de 3Agentes do CPP de Hortolândia (SP) impediram entrada de 232 gramas de cocaína escondidos dentro de embalagens de suco — Foto: Secretaria da Administração Penitenciária (SAP)
Agentes do CPP de Hortolândia (SP) impediram entrada de 232 gramas de cocaína escondidos dentro de embalagens de suco — Foto: Secretaria da Administração Penitenciária (SAP)
Os números de ocorrências ainda deve aumentar. O balanço fornecido pela SAP traz dados consolidados até agosto, mas em setembro, até o momento, outras apreensões já foram realizadas na região. Os agentes encontraram maconha escondida debaixo da palmilha de uma par de tênis que teria sido enviado por uma mãe ao filho sentenciado.
Em todos os casos de apreensão, a SAP instaura procedimento para apurar se o destinatário dessa encomenda exerceu participação no caso.
Unidades prisionais de Campinas e Hortolândia
- Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Campinas
- Centro de Detenção Provisória (CDP) de Campinas
- Penitenciária Feminina de Campinas
- Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Hortolândia
- Penitenciária II de Hortolândia
- Penitenciária III de Hortolândia
3 de 3Agentes penitenciários apreendem maconha sintética dentro de pão em Campinas — Foto: Secretaria da Administração Penitenciária/Divulgação
Agentes penitenciários apreendem maconha sintética dentro de pão em Campinas — Foto: Secretaria da Administração Penitenciária/Divulgação
Queda nos outros registros
Se o número de apreensões por correspondência aumentou, com a suspensão das visitas, o total de flagrantes de visitantes com entorpecentes é bem inferior ao de 2019. De acordo com a SAP, nas seis unidades prisionais das duas cidades foram 12 ocorrências, contra 59 do ano anterior.
Ainda segundo a SAP, nos oito primeiros meses do ano foram feitas as seguintes apreensões de entorpecentes nessas unidades.
- Dentro das celas: 12
- Dentro das unidades, mas fora das celas: 25
- Com visitantes: 12 (antes da suspensão das visitas)
- Em correspondências: 34
- Nas áreas externas das unidades: 37
“É importante ressaltar que duas das seis unidades são de regime semiaberto e não possuem muralha ou vigilância armada, conforme determinado na legislação”, destaca a SAP.
