1 de 4Documento de Piracicaba de 1784 — Foto: Davi Negri
Documento de Piracicaba de 1784 — Foto: Davi Negri
Três documentos de Piracicaba (SP) do ano de 1784 foram restaurados pela equipe do Departamento de Documentação e Transparência da Câmara de Vereadores da cidade.
O livro que é um compilado dos três documentos, foi escrito por Vicente da Costa Taques Goés e Aranha, capitão-mor da Vila de Itu.
Tem as assinaturas do povoador Antonio Correa Barbosa, do frei Thomé de Jesus, do capitão João Fernandes da Costa, do mestre entalhador e arruador Miguel Fernandes Paes Soares e do povo de Piracicaba da época.
Segundo o diretor de documentação e transparência, Bruno Didoné de Oliveira, o primeiro documento registra a história da primeira povoação da cidade de Piracicaba, desde 1º de agosto de 1767 até 1784, na mudança da margem do Rio.
2 de 4Bruno Didoné de Oliveira, diretor do Departamento de Documentação e Transparência — Foto: Davi Negri
Bruno Didoné de Oliveira, diretor do Departamento de Documentação e Transparência — Foto: Davi Negri
No segundo documento, o então governador e capitão-general da Província de São Paulo, Francisco da Cunha Meneses, trata da mudança da povoação para a margem oposta do Rio Piracicaba.
Já o terceiro documento, de 2 de agosto de 1784, traz um relato do que ocorreu em 31 de julho daquele ano, quando a população de Piracicaba se dirigiu ao lugar destinado para a mudança, e lá o mestre entalhador e arruador Miguel Fernandes Paes Soares delimitou o que seria a nova povoação piracicabana.
“É um documento que precisa ser preservado por ser único. Foi escrito pouco depois da fundação da cidade e só por isso tem um valor indescritível”, declarou Oliveira.
Restauração
A restauração e preservação dos documentos são compostas por uma série de processos técnicos, entre eles o de estabilizar ou reverter danos físicos existentes, como reparos com o uso de papel japonês.
3 de 4Restauração do documento de Piracicaba de 1784 — Foto: Davi Negri
Restauração do documento de Piracicaba de 1784 — Foto: Davi Negri
Também é feita a transcrição linha a linha do manuscrito, seguindo as Normas Técnicas para Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos.
A última etapa é a digitalização, para evitar o manuseio desnecessário, que pode prejudicar fisicamente o documento. O processo permite sua conservação, além de ampliar o acesso do público ao documento.
Feitas todas as etapas, uma das preocupações da equipe do departamento é a de acondicionar todo o material seguindo os princípios de arquivologia.
Exposição
O material motivou a criação da exposição virtual “Memórias da Povoação de Piracicaba“, disponível até 4 de outubro. Os textos são considerados os mais importantes do acervo histórico sob a guarda da Casa de Leis.
A exposição virtual conta com um vídeo produzido pelo Departamento de Documentação, que traz os detalhes dos processos envolvendo o trabalho.
Há também uma linha do tempo com as principais curiosidades relacionadas à fundação de Piracicaba.
Em 21 de dezembro de 1776, por exemplo, João Manuel da Silva deixou a igreja piracicabana por falta de subsídios. Somente em 7 de abril de 1784, o frei Thomé de Jesus aceita assumir a igreja, mesmo com “subsídios diminutos”.
4 de 4Linha do tempo da exposição “Memórias da Povoação de Piracicaba” — Foto: Reprodução/exposição “Memórias da Povoação de Piracicaba”
Linha do tempo da exposição “Memórias da Povoação de Piracicaba” — Foto: Reprodução/exposição “Memórias da Povoação de Piracicaba”
