Ouriço-cacheiro, tucano e jiboia são resgatados após serem vítimas de queimadas em Ribeirão Preto

Ouriço-cacheiro corre risco de morrer após ser vítima de queimada na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal 1 de 5
Ouriço-cacheiro corre risco de morrer após ser vítima de queimada na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal

Ouriço-cacheiro corre risco de morrer após ser vítima de queimada na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal

Animais de espécies como ouriço-cacheiro, jiboia-do-cerrado e tucano-toco foram resgatados pelo Bosque Fábio Barreto após serem vítimas das queimadas que devastaram uma área superior a dez campos de futebol e assustaram moradores na zona sul de Ribeirão Preto (SP) esta semana.

Todos estão sob os cuidados de uma equipe especializada em resgatar bichos feridos e que passou a atender em sistema de plantão, pelo celular (16) 99969-2728, devido ao aumento dos focos de incêndio em vegetações da região. Pelo menos dois deles, além das queimaduras, tiveram danos mais sérios no sistema respiratório, afirma o médico veterinário do zoo, César Branco.

“O que mais mata os animais não é a queimadura direta, mas a inalação de fumaça ou de temperatura muito alta que acaba tendo queimadura em traqueia e pulmão”, explica.

As espécies resgatadas, segundo Branco, são comuns em áreas de cerrado e costumam viver próximas a centros urbanos. Desde sexta-feira (18), quando o fogo atingiu canaviais e uma mata na zona sul, ao menos seis bichos foram levados por moradores e agentes públicos para o zoológico, entre exemplares diretamente atingidos pelas chamas e filhotes que caíram dos ninhos das árvores queimadas.

Ouriço-cacheiro corre risco de morrer após ser vítima de queimada na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal 2 de 5
Ouriço-cacheiro corre risco de morrer após ser vítima de queimada na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal

Ouriço-cacheiro corre risco de morrer após ser vítima de queimada na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal

O caso mais grave é de um ouriço-cacheiro que chegou neste domingo (20). Além das queimaduras em 100% dos pelos e espinhos, e lesões nos pés, o animal apresenta problemas respiratórios associados à inalação de fumaça, diz o médico veterinário.

“Ele tem alguma sintomatologia respiratória, com edema pulmonar. A gente consegue ver quando saem algumas bolhas pela narina”, explica.

Jiboia-do-cerrado teve queimaduras em 90% do corpo após incêndio em vegetação na zona sul de Ribeirão Preto — Foto: César Branco/Arquivo pessoal 3 de 5
Jiboia-do-cerrado teve queimaduras em 90% do corpo após incêndio em vegetação na zona sul de Ribeirão Preto — Foto: César Branco/Arquivo pessoal

Jiboia-do-cerrado teve queimaduras em 90% do corpo após incêndio em vegetação na zona sul de Ribeirão Preto — Foto: César Branco/Arquivo pessoal

Uma jiboia-do-cerrado teve queimaduras em 90% do corpo e também merece atenção quanto aos danos respiratórios. “A proteção das escamas saiu totalmente. Ela está totalmente desprotegida e teve uma lesão na boca e nos olhos. A gente tem que avaliar se teve alguma queimadura com relação a pulmão e traqueia por causa do fogo.”

O tucano-toco teve lesões nas asas e deve passar por acompanhamento nos próximos dias.

O bosque ainda cuida de filhotes de aves das espécies carcará, periquito-de-encontro e choca-barrada que caíram com os ninhos das árvores queimadas esta semana.

Fogo devasta vegetação ao lado de condomínios na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Luciano Tolentino/EPTV 4 de 5
Fogo devasta vegetação ao lado de condomínios na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Luciano Tolentino/EPTV

Fogo devasta vegetação ao lado de condomínios na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Luciano Tolentino/EPTV

Os animais devem permanecer no bosque até que se reabilitem por completo e poderão voltar à natureza se sobreviverem. “Por enquanto não tem nada físico que impossibilite que sejam reintroduzidos.”

Desde o início do ano, o bosque já atendeu em torno de 700 animais feridos fora de seu habitat. A maioria deles, segundo Branco, é vítima da própria ação humana, como as queimadas. “Geralmente é alteração climática, calor e frio excessivos, vento demais. São alterações causadas pelo homem, direta ou indiretamente são ações antrópicas”, diz.

Para informar as autoridades sobre o encontro de bichos silvestres, os moradores podem entrar em contato com:

  • Corpo de Bombeiros: 193
  • Polícia Ambiental: (16) 39960450
  • Bosque Fábio Barreto: (16) 99969-2728
Tucano-toco teve lesões nas asas após incêndio na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal 5 de 5
Tucano-toco teve lesões nas asas após incêndio na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal

Tucano-toco teve lesões nas asas após incêndio na zona sul de Ribeirão Preto (SP) — Foto: César Branco/Arquivo pessoal

By Tribuna ABC

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