1 de 1Na terça-feira (22) foi comemorado o Dia do Rio Tietê — Foto: Marcos Previdello / TV TEM
Na terça-feira (22) foi comemorado o Dia do Rio Tietê — Foto: Marcos Previdello / TV TEM
Um estudo divulgado nesta semana pela Fundação SOS Mata Atlântica aponta que as mudanças no comportamento da população durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) impactaram na qualidade da água do Rio Tietê.
A comparação entre a última coleta, feita entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, e a realizada em agosto deste ano, mostra que o Índice de Qualidade da Água (IQA) apresentou estabilidade ou melhora em cinco dos seis municípios analisados no Alto Tietê.
De acordo com a SOS Mata Atlântica, fatores como a redução da poluição, principalmente pela diminuição do lixo nas ruas e da fuligem dos veículos, podem ter contribuído para resultados como esse.
Os dados são do relatório ‘Observando o Tietê 2020 – O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê’. O documento completo pode ser conferido pela internet.
Índice de Qualidade da Água (IQA) do Rio Tietê em 2019 e em 2020
| MUNICÍPIO | IQA 2019 | IQA 2020 |
| Biritiba Mirim | Regular | Regular |
| Ferraz de Vasconcelos | Regular | Regular |
| Itaquaquecetuba | Regular | Ruim |
| Mogi das Cruzes | Ruim | Regular |
| Salesópolis | Regular | Bom |
| Suzano | Regular | Regular |
No Alto Tietê, o rio apresenta qualidade regular na maioria das cidades. Em Salesópolis, o IQA passou de regular em 2019 para bom em 2020; em Mogi das Cruzes passou de ruim para regular; nas cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos e Suzano se manteve regular nos dois anos. Apenas Itaquaquecetuba passou de regular para ruim.
Em todo o Estado de São Paulo, os dados apontam que, dos 83 pontos de coleta – distribuídos em 47 rios de 38 municípios –, seis (7,2%) mantiveram qualidade de água boa de forma perene, 55 (66,3%) regular, 21 (25,3%) ruim e uma (1,2%) péssimo. Nenhum ponto registrou qualidade de água ótima.
Segundo a fundação, os dados do Índice de Qualidade da Água apresentados no relatório foram elaborados com base na legislação vigente e em seus respectivos protocolos de coleta e medição. A metodologia do projeto utiliza 16 parâmetros do IQA:
- temperatura da água;
- temperatura do ambiente;
- turbidez;
- espumas;
- lixo flutuante;
- odor;
- material sedimentável;
- peixes;
- larvas e vermes vermelhos;
- larvas e vermes brancos;
- coliformes totais;
- oxigênio dissolvido (OD).
Os dados apresentados foram medidos por grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS2-SOS Mata Atlântica. Os pontos analisados estão distribuídos nas bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba.
As análises foram feitas pelos voluntários entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, e depois realizadas em agosto deste ano. A interrupção nas coletas entre março e julho se deu por conta da pandemia do novo coronavírus, que impossibilitou a saída a campo.
As coletas e análises consideradas essenciais para mensurar a evolução da qualidade da água foram feitas pela equipe técnica da Fundação SOS Mata Atlântica, em agosto, após a flexibilização das fases do programa de retomada das atividades no estado de São Paulo, seguindo protocolos de segurança especialmente elaborados para o monitoramento da água.
