
Alta no preço dos alimentos afeta empresários do setor de alimentação do Alto Tietê
As altas constantes no preço dos alimentos básicos tem dificultado a vida financeira da maioria das famílias do Alto Tietê. A situação entre os empresários não é diferente e agora, com o cenário aliado à queda das vendas por causa da pandemia, eles preferem absorver os custos para não perder clientes.
Na hora de fazer o prato é difícil encontrar quem não escolha o arroz. Seja em casa ou no restaurante, ele é um dos itens mais procurados pela clientela. “O arroz e o feijão é o prato do brasileiro. Aqui, lógico, não pode faltar. Sai muito arroz nos pratos”, afirma a comerciante Esperança Lafuente.
O preço do grão subiu 25,7% de janeiro a agosto deste ano no estado de São Paulo. Foi a maior alta para o período desde 2008, segundo o índice de preços dos supermercados.
Ao longo de 30 anos deste restaurante a proprietária já sentiu o aumento de outros produtos. Antes da pandemia, cerca de 150 quilos de arroz eram comprados por mês. Agora esse número caiu um pouco mas, mesmo gastando mais, a alteração no valor não chegou ao cliente.
“Agora uma média de 80, 100 quilos. Já foi bem mais pré-pandemia. Como a gente trabalha com uma grande quantidade de itens que sobem cada um na sua época, a gente não repassa o valor. A gente só adéqua duas vezes ao ano, então, esse aumento a gente absorve”, diz Esperança.
1 de 1Base na refeição dos brasileiros, arroz foi um dos alimentos com maior alta — Foto: Reprodução/TV Diário
Base na refeição dos brasileiros, arroz foi um dos alimentos com maior alta — Foto: Reprodução/TV Diário
Na marmitaria da Thayná Stilhano saem, em média, 150 marmitas por semana. Para isso ela usa em torno de 30 quilos de arroz. Segundo a proprietária, o aumento nos preços dos itens da cesta básica tem pesado no orçamento.
“O que a gente mais sente aumento foi no arroz, óleo, batata frita, que a gente usa todos os dias praticamente. As carnes também que a gente usa, carne, frango, também aumentou. Mas a gente também não pode aumentar as marmitas porque nossas vendas já estão baixas, aí vai abaixar mais ainda se a gente aumentar”, diz Thayná.
O aumento nos preços, somado à crise econômica provocada pela pandemia, o jeito foi procurar alternativas para não perder os clientes e continuar vendendo.
“Eu tento fazer uma mistura mais em conta e fazer uma promoção para manter os clientes e os funcionários também. Eu trabalhava com três mulheres na cozinha e dois motoboys. Agora só eu na cozinha e uma menina, com um motoboy só. Já viu que diminuiu muito as vendas”, completa.
Além do arroz, outros produtos que tiveram alta considerável foram o leite, com aumento de 24,23% em agosto. Entre as proteínas, o maior aumento foi da carne de porco, seguida das aves e da carne bovina.
