1 de 1Aldeia indígena recebeu testes rápidos para coronavírus em Itanhaém. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém
Aldeia indígena recebeu testes rápidos para coronavírus em Itanhaém. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém
A Prefeitura de Itanhaém, no litoral de São Paulo, divulgou, nesta segunda-feira (13), que mais de 100 testes rápidos para detectar o novo coronavírus foram doados a povos indígenas que habitam a aldeia Rio Branco Yakã xîi porã, de etnia Guarani-Mbya. Os exames têm como objetivo evitar surtos nas tribos e identificar casos suspeitos e confirmados da doença para que a comunidade seja orientada corretamente.
Segundo divulgado, a ação humanitária contou com a presença da secretária Estadual de Desenvolvimento Social de São Paulo, Célia Parnes, e do secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Dr. Paulo Dimas de Bellis Mascaretti. Os testes rápidos disponibilizados na aldeia foram fornecidos pelo Instituto Butantan, e a coleta dos exames realizados por técnicos de enfermagem e laboratório, que integram a equipe da Unidade de Saúde da Família (USF) do Savoy.
Dos testes realizados, dois indígenas testaram positivo para o novo coronavírus e foram submetidos imediatamente ao exame PCR, que consiste na pesquisa direta do vírus das mucosas das narinas e orofaringe com cotonetes. As amostras foram encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, e os resultados ficarão disponíveis no sistema da USF, que entrará em contato com os participantes para informar o resultado e orientar como proceder.
Enquanto aguardam o resultado do exame, que tem mais de 95% de assertividade e efetivamente confirma o diagnóstico da Covid-19, os indígenas foram orientados pelos profissionais da saúde a manter isolamento dos demais na aldeia e, também, devem ser monitorados diariamente pela equipe de referência.
As famílias receberam cestas básicas de alimentos, higiene e limpeza, cobertores, máscaras de proteção e álcool em gel. Segundo a administração municipal, o objetivo é promover a permanência dos indígenas nas aldeias durante a pandemia a fim de evitar o contágio pelo coronavírus e garantir a segurança alimentar das comunidades em situação de vulnerabilidade social. A Aldeia Indígena Rio Branco, aproximadamente 20 km do Centro de Itanhaém, é habitada por cerca de 100 guaranis.
