Aneel autoriza reajuste médio de 4,23% nas tarifas de energia da Enel na Região Metropolitana de São Paulo


O aumento vale para os sete milhões de clientes da Enel em 24 municípios, incluindo a capital paulista. Reajuste começa a valer em 04 de julho. Cliente da Enel exibe conta de energia elétrica em São Paulo.
Helene Santos/SVM
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (30) o reajuste médio de 4,23% nas tarifas de energia da empresa Enel São Paulo, antiga Eletropaulo. 
Para o setor industrial, chamados de consumidores conectados à alta tensão, o reajuste autorizado foi de 6%, e para a baixa tensão, a alta será de 3,58%.
O aumento vale para os sete milhões de clientes da Enel em 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital paulista.
Segundo a Aneel, o que mais impactou o aumento em São Paulo foram a compra de energia da Hidrelétrica de Itaipu, que é cotada em dólar, e os custos de transmissão de energia.
As novas tarifas da Enel começam a vigor a partir de sábado, 4 de julho.
Enel cobra valores exorbitantes depois do período de autoleitura
Retomada das leituras presenciais
A empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica no estado de São Paulo também anunciou na última segunda-feira (22) a retomada gradual da medição do consumo de energia na capital paulista. A expectativa da Enel é a de que, até o final de julho, a leitura de todos os equipamentos volte a ser efetuada pelos funcionários.
Para muitos consumidores da capital, a conta de luz recebida no início do mês de junho já teve o consumo medido presencialmente por funcionários da Enel, e o valor da cobrança assustou. A Enel afirma que “a diferença entre o valor obtido pela média e o valor do consumo real durante o período de quarentena” é compensada automaticamente quando a medição é retomada. “Com isso, nenhum cliente pagará a mais ou a menos do que consumiu de fato”, afirma a empresa.
Entenda como fica a cobrança da conta de luz com a retomada das leituras presenciais pela Enel em SP
No início de abril, a distribuidora havia anunciado a suspensão temporária do serviço de leitura do consumo de energia mensal por contas da pandemia do novo coronavírus. A cobrança passou a ser baseada na média de consumo dos 12 meses anteriores. A empresa também permitiu que os clientes fizessem a autoleitura dos relógios de luz.

By Tribuna ABC

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