Associação Comercial de Itaquaquecetuba quer diálogo com governo estadual para cidade não retroceder à fase vermelha do Plano SP

Associação Comercial de Itaquaquecetuba discorda de mudança para fase vermelha do Plano SP

Associação Comercial de Itaquaquecetuba discorda de mudança para fase vermelha do Plano SP

A Associação Comercial de Itaquaquecetuba afirma que pretende procurar o Governo do Estado para tentar evitar que a cidade retorne à fase vermelha do Plano São Paulo de Retomada Econômica e culpa a Prefeitura pela possibilidade.

O motivo seria a alta taxa de ocupação nos leitos de terapia intensiva (UTI), que ultrapassam 80%. Para a Associação, o problema poderia ter sido evitado se a administração municipal tivesse tomado medidas de combate à doença.

Na manhã desta sexta-feira (3), Marcella Costa estava a caminho do trabalho e já sabia que Itaquaquecetuba pode voltar para fase vermelha do plano de flexibilização. “Sou do Vila Virgínia e ouço boatos todos os dias das pessoas que trabalham comigo, dos meus vizinhos, que houve óbitos ou que tem pessoas infectadas. Acredito que, para o bem todos, para a gente não pagar mais caro lá pra frente, é sim necessário que a gente volte”, comenta.

Assim como as outras cidades da região, o município já tinha avançado para fase laranja do plano de flexibilização, que permite a reabertura de alguns segmentos, como o comércio de rua, shoppings, concessionárias de veículos e os escritórios, mas seguindo algumas obrigações sanitárias.

A possibilidade de retornar para a fase vermelha, por enquanto, é apenas uma recomendação e nada muda no município.

No entanto, a Associação Comercial da cidade já se manifestou sobre o tema e diz que pretende se articular com o poder público para que o município continue avançando na retomada econômica. “A diretoria da associação já está se reunindo. Talvez hoje, no final da tarde, para ver as medidas que nós vamos adotar. A Associação Comercial deve procurar o Governo do Estado para tentar alguma forma de solucionarmos o problema. Em visto a Prefeitura Municipal não se predispõe a conversar com os comerciantes, não mostrou medidas para a população para combater o problema, nós vamos direto ao Governo do Estado para ver o que conseguimos agilizar para a cidade de Itaquaquecetuba”, afirma Luciano Dávila, presidente da Associação.

Apesar de ser contra o retrocesso na flexibilização, Dávila entende que o avanço do vírus na cidade é preocupante. Ele culpa a Prefeitura por não ter tomado as medidas corretas quando deveria.

“Não fez ações de prevenção, que deveria ter feito. Não pôs o pessoal da Saúde na rua orientando a população sobre os devidos cuidados e também não criou um hospital de campanha. Agora, os comerciantes vão pagar uma conta por questão da Prefeitura não tomar as atitudes devidas”.

Em nota, a Prefeitura de Itaquaquecetuba informou que a responsabilidade de criação de leitos de UTI é do Governo do Estado. Disse também que o hospital de campanha, montado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Caiubi, tem cinco leitos de enfermaria com monitores e bombas de infusão, tem taxa de ocupação de 15% e que isso não foi levado em consideração.

A Prefeitura ainda alega que a taxa de mais de 80% de ocupação leva em conta apenas a disponibilidade de leitos de UTI disponíveis no Hospital Estadual Santa Marcelina, que também recebe pacientes de outros municípios. Segundo a administração municipal, a cidade não poderia ser penalizada individualmente.

A produção do Diário TV teve acesso a um documento do Santa Marcelina, enviado ao Ministério Público, que apura as medidas tomadas pelo poder público para conter a Covid-19 na cidade. No documento, o hospital confirma que a ocupação dos 22 leitos de UTI disponíveis está em 82% e que recebe pacientes de todas as cidades do Alto Tietê.

A Prefeitura ainda relata que, em abril, solicitou 10 respiradores ao Governo do Estado e que os equipamentos ainda não foram entregues. Em nota, o Governo Estadual informa que repassou R$ 4,7 milhões para Itaquaquecetuba combater a Covid-19, inclusive com envio de 17 respiradores para o hospital Santa Marcelina.

CORONAVÍRUS

By Tribuna ABC

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