1 de 2Campinas (SP) está na fase vermelha da quarentena — Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas
Campinas (SP) está na fase vermelha da quarentena — Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas
Campinas (SP) completou 50 dias seguidos com pelo menos uma morte em decorrência da Covid-19. Segundo os dados divulgados pela prefeitura, o dia 28 de maio foi o último sem registro de óbito pela doença entre moradores. De lá para cá, a cidade contabilizou ao menos 448 vítimas, 84,8% do total de 528 registrados até a manhã deste sábado (18).
Os números ainda podem sofrer alterações, uma vez que novos casos divulgados não significam, necessariamente, que as infecções aconteceram de um dia para o outro, mas sim que foram contabilizadas no sistema neste período, após confirmação de exames.
Esses 50 dias após o hiato nas mortes por Covid-19 em 28 de maio foram os mais turbulentos da pandemia na metrópole.
Nesse período Campinas sofreu com o aumento de casos da doença e, com a pressão por vagas em UTIs, decidiu fechar o comércio mesmo tendo permissão para abri-los; depois, justamente pelo avanço da doença, acabou retrocedendo de fase no Plano SP, sendo que permanecerá na fase mais restritiva da quarentena pela terceira semana consecutiva.
Mortes por dia
Segundo os dados divulgados pela prefeitura, entre 29 de maio até 17 de julho, duas datas registraram o maior número de óbitos em 24 horas. Nos dias 12 e 30 de junho, 34 moradores de Campinas perderam a batalha para a doença – 17 em cada dia.
Das 448 mortes confirmadas até o momento nesses 50 dias, o que representa uma média de 8,9 por dia, as vítimas tinham entre cinco e 101 anos, sendo a maior prevalência de mortes em pessoas acima dos 60 anos.
Números que traduzem a gravidade da Covid-19. “Essa doença não é uma gripezinha. A gente sabe que 85% dos que adoecem têm sintomas brandos, que 5% precisam de suporte, vão para UTI e uma parcela vem a óbito. A questão é quanto mais gente doente, maior o número de casos graves”, ressalta Andrea Von Zuben, diretora do Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa) de Campinas.
A profissional destaca que os pacientes costumam ter o quadro agravado no sétimo dia após o início dos sintomas e que, em média, quem precisa de suporte hospitalar fica 14 dias internados. “Nesses 14 dias tem quem vai evoluir para a cura e tem quem vai agravar, um percentual vai para óbito.”
Para internar uma pessoa com sintomas de Covid-19, os profissionais de saúde avaliam uma série de critério médicos, como frequência cardíaca e oximetria, o nível de oxigênio no sangue. “Se a oximetria aponta menor que 95%, é de praxe já internar”, explica.
A internação, contudo, não é garantia de vitória sobre a doença. Andrea lembra que a morte dos pacientes ocorre por uma manifestação inflamatória e que não há um medicamento comprovado para combatê-la.
“Temos que dar suporte, manter a pessoa viva, para que o próprio corpo possa responder e debelar esse processo. Só que ninguém sabe quem vai conseguir ou não, por isso a importância da prevenção”, diz.
Nesse caso, a orientação das autoridades é a de manutenção de distanciamento social, uso de máscaras quando sair de casa for necessário e a higiene constante das mãos, com água e sabão ou álcool em gel 70%.
2 de 2Infográfico mostra quais são os erros e acertos ao usar a máscara — Foto: G1
Infográfico mostra quais são os erros e acertos ao usar a máscara — Foto: G1
